Juremir Machado da Silva

Cavalos, gaudérios e torturadores (1)

Cavalos, gaudérios e torturadores (1)

Prezado Colunista:

Admiro sua cultura e honestidade e siceridade de idéias,porém tenho notado que está últimamente com uma tendencia de fazer crônicas or opinando contra,ora a favor de determinanado tema,como faz o P.Santana,isto pode confundir os leitores.Quanto ao Kadafi,achas ele o mal,o pior é a OTan etc...que bombardeiam civis,para defender civis e interviriam até no Brasil se fôsse o caso.Se morasse na Lìbia,preferiria Kadafi,pois os outros que querem tomar o poder são um bando de abutres esganados que desejam o poder para auferir muitos lucros e acabarão brigamdo entre si.Este país pode setransformar num Iraque ou Somália.Já está dividido,e são 140 tribos............O ditador da Coréia mal ou bem tem dado apoio ao povo,e tem tecnologia que o Brasil não quis fazer por medo do patrão do NOrte.Prefiro ditadores do que bandos de safados que são muitos,com no caso da França,que napoleão setornou um tirano,pior que os luíses.
Solon Mota e Silva



Sr Juremir, sou assinante e por consequencia leitor do CP e de sua coluna, nao leio todos os dias, mas na coluna de hoje o Sr genaralizou os gauchos, disse em certas palavras que todos os gauchos nao sabem lidar com cavalos, lhe digo em poucas palavras, o Senhor foi infeliz na coluna de hoje, nem todos gauchos sao assim. eu nao sou, e milhares de outros tambem nao. sem mais

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Raviel Afonso Dickel
Agropecuaria Integrado 2011-1
Ifrs campus Ibirubá


Caro Juremir,
Assinante de longa data do nosso querido Correio do Povo,sou leitor de tua coluna.
Sou produtor rural no município do Rio Grande e tenho 56 anos.
Ao ler hoje sobre o trabalho maravilhoso que Monty Roberts gostaria de fazer algumas considerações.

1) O Sr.Monty, é exeção nos USA, lá como aqui ou outro qualquer lugar do mundo predomina a doma tradicional,um pouco mais branda nos ultimos tempos.Portanto, o Sr. Monty deveria tentar ensinar seus conteraneos americanos a domar de forma racional.
2) A doma racional é um metodo antigo e conhecido em todo o mundo, na Argentina temos a "doma india" (pesquise no Google) e no RGS a tradicional "mirada charrua", cada pais tem um nome, porem a receita é sempre a mesma, ensinar sem bater.
3) Quero crer que o seus comentarios dirigidos aos gauchos, na realidade servem a todos os que lidam com cavalos de forma violenta.Até mesmo aos americanos.
4)No caso da "Mirada Charua" o nosso encantador de cavalos domina o potro de melhor forma que o Sr. Monty, uma vez que após uma hora ele sobe de pé em cima da cernelha do cavalo e "mira" o horizonte.Sem nada nas mãos,sem bater, sem gritar,apenas surrando ao seu ouvido e fazendo caricias ou agrados.
5) As domas tradicionais,pouco usadas hoje, em virtude do valor extremo que chegou o cavalo crioulo do RGS,foram usadas no passado como forma de sobrevivencia do peão, uma vez que era costume domar um potro durante uma tropeada (cerca de 21 dias) como forma de reforçar os parcos rendimentos.Hoje com um cavalo valento 100 mil , não existe domador que bata num cavalo deste valor, seria demitido na hora por justa causa.
6) As domas ditas "racionais" tem por dificuldade o tempo gasto, no geral mais de um ano, até o cavalo poder trabalhar.Imagina um carroceiros que recolhe papel para reciclar sobreviver tanto tempo sem seu pão?É comprensivo que apertado pela fome ele dome de forma com a qual nós não concordamos.

Juremir, na realidade tua coluna deixa transparecer um forte "ranço" contra a cultura gaucha, uma vez que até nossas mulheres fomos acusados de tratar de forma bruta e de redeas curtas.Não sei por que experiências o colunista passou para afirmar tal coisa.
Como se diz no futebol, foi uma pisada na bola.

att.

Ronaldo Zechlisnki de Oliveira.
Campos da Barra Pecuária e Adm. Ltda.
Estabeçecidos em 1904 - Angus desde 1985
Genética ao seu alcançe.
Rio Grande -RS

Caro Sr. Juremir

Lamentável e decepcionante para mim a sua coluna deste sábado com o título "GAÚCHOS E CAVALOS".

Não precisava ter exposto a sua ignorância sobre o assunto, magoando milhares de domadores que exercem a sua profissão dignamente.

Pelo menos eu e os domadores que leram o seu infeliz comentário, ficamos aliviados e com a certeza de que, além do Sr. não saber como é uma doma tradicional, nunca deve ter presenciado uma. O que talvez o Sr. tenha visto foi um idiota qualquer maltratando um cavalo para se exibir, e não um domador profissional exercendo seu ofício.

Quero também lhe informar, que todas as cavalgadas que existem no RS tem uma razão para sua realização, não sendo "inúteis" como o Sr. falou. E, para seu conhecimento, que seus participantes durante os trajetos que percorrem e nos pousos preocupam-se mais com os cavalos do que consigo mesmo (experiência de quem fez uma das "CAVALGADAS DA PAZ" - Livramento/RS à La Plata/Argentina).

Por fim, não quero criar polêmica sobre o assunto, quero tão somente expor, democraticamente, minha opinião. Dessa forma, proponho que o Sr. se manifeste apenas sobre temas que tenha conhecimento, pois o sr. escreve muito bem, é muito inteligente e culto, e não merece carregar a antipatia de determinados profissionais ou setores. Eu mesmo continuarei a prestigiar a sua coluna no Correio do Povo.

Atenciosamente,

Caio Ferreira

O Ivan Pedro Martins em seu exílio político numa fazenda do RGS me disse certa vez que tinha ensinado aos peões " a doma por baixo " , i. é, sem montar o bicho dando-lhe porradas e esporadas, só no carinho e recompensas com torrões de açúcar. Mas, parece, que os machões gaudérios não aprenderam nada. Como de hábito
Franklin Cunha

( Quem merece porrada são os domadores, não achas?)


Juremir, não foi fácil tomar a decisão de escrever estas linhas, uma vez que na condição de assinante, sou um leitor assíduo de tua coluna, além de gostar do texto de estilo provocador e inteligente. Entretanto, essa tua coluna de hoje ( Gaúchos e Cavalos, ano 116, nº 198, sábado, 16 de abril de 2011 ) não passou de uma provocação sem sentido. Mais ainda, de uma busca barata por polêmica e por publicidade fácil. Um jornalista como tu, penso, não precisas mais de recursos são pobres para chamar a atenção.
E no que diz respeito ao mérito da matéria ora em análise, tenho a dizer que ´´puxar o saco do gringo`` nem é o pior, embora o tom bajulador tenha lhe caído mal. O pior foi a injustiça de dizer que os maiores cavaleiros do mundo, nós os gaúchos, ´´ nunca conseguiram encantar os cavalos``. Que injustiça, Juremir.
Neste momento, milhares de gaúchos tratam seus cavalos com toda a atenção e respeito aos animais. Investem em rações, cuidados veterinários, geram emprego e renda para peões e tratadores, estimulam a criação de animais de qualidade, dando vida digna ao cavalo, que é e se sempre será, o melhor amigo do gaúcho.
Teu texto foi injusto, denotou uma visão parcial e equivocada. Te convido a visitar uma cabanha de cavalos no Rio Grande do Sul, qualquer uma, podes escolher aleatoriamente, e verás o quanto teu artigo foi inoportuno.

Rodrigo Borges Bueno



Prezado Juremir esqueci-me de uma coisa
A França também tem grande tradição equestre.
O Monty Roberts é o Paulo Coelho da doma.
Abraço.
Diógenes Lobo

Prezado Escritor:
Parabéns pela coluna de hoje !
Junto aos teus livros, temos em casa o livro de Mr. Monty Roberts.´
O livro, desmistifica cada vez mais que, não é necessário violência,
para adestrar, domar ou conseguir que os animais retribuem docil-
mente o que os humanos desejam deles.

Tenha um bom dia !

Oscar de Souza
Júlio de Castilhos (RS)