Cavalos, gaudérios e torturadores (3)
Prezado Juremir,
Antes de tudo quero de dizer (alertar) que também sou de Livramento, nascido no São Diogo, em julho/1947, portanto logo ali farei 64 anos. Resido, desde 24.07.1968, em P. Alegre. Sou mais um "retirante" vindo da Franteira Oeste como tu e outros milhares que lá não tiveram oportunidadse de trabalho, infelizmente!
Mas o assunto que desejo abordar nesta oportunidade é o Golpe Militar de 1964. Não quero mudar uma única virgula naquilo que escreveste e falaste a respeito da tortura. Isso foi uma verdadeira barbárie como tantas outras que ocorreram e ocorrem neste nosso querido e teimoso Brasil.
Antes de mais nada, pelas referências acima já deves ter deduzido que eu vivenciei aquele nebuloso período.
Quando os "milicos" tomaram o Governo, nos primeiros dias, a fim de evitaram aglomerações á noite, desligavam a energia elétrica e ficávamos totalmente às escuras, não existia TV nem rádio a pilha. Só movidos por luz elétrica ou bateria de carro,ou, na campanha, carregadas por cataventos.
Um grupo de heróicos "revolucioários", opositores ao Golpe Militar, reunia-se, às escondidas, no porão da Prefeitura Municipal de Livramento. Um vizinho meu amigo, de nome Daniel Severo, Servidor da Prefeitura,era um deles e me convidou para participar de reuniões noturnas naquele local público. O pessoal conseguiu uma bateria de automíovel e um rádio para que escutássemos as últimas notícias políticas do centro do País. Não tinha outra forma!
Na minha modesta opinião, tudo de ruim e lamentável, para muitas pessoas humildes, que foram ludibriadas pelos discursos incendiários e demagógicos do Brizolla. Muita gente foi presa, torturada e morta de forma covarde por acretitar num safado e aproveitador como foi esse deplorável caudilho. Ele incendiou o povo, oferecendo-lhes armas, etc. e na ho "h", quando os "milicos" iam prendê-lo, ele covardemente fugiu para o Uruguai, deixando seus seguidores tomando cacetete e choque elétricos.
Meu sonho é que um dia algum historiador da qualidade de um Juremir escreva a realidade sobre esse, para mim, nefasto politiqueiro gaúcho, que só trouxe prejuízos, perseguição e atraso para seus conterrâneos. É fácil fazer esse resgate. A própria Cadas Júnior deve ter farto material jornalístico e radiofônico de sua tragetória. Lembro-me, muito bem, de um trecho de um de seus "épicos" e intermináveis discursos (à moda Fiel Castro ou Hugo Chaves, nos seus "melhores" dias), quando disse, esbravejando, mais ou menos o seguinte:
"..... tem que haver sannngueee, revolução sem sanngueee é revolução sem glóóória" . Se achares que estou mentindo, podes pesquisar que encontrarás isso tudo e muito mais.
Outro fato, por demais importante, é que o Brizolla ficou como uma esécie de "tutor" da Jango, no cargo de Presidente da República, que além de ser seu cunhado, era um latifundiário, da pior espécie de latifundiários os o RS já produziu, e que fez o movimento para a sua posse quando o jango saiu. Também era um frouxo, e corno! Isto é, um inútil e demoralizado, muito vulnerável à política comunista ditada na Améria por Fidel Castro e pela Rússia, cujas influências, principalmente através da estratégia escancarada de desmoralização das Forças Armadas Brasileiras, encontravam em Brizolla e outros comparsas, seus legítimos porta-vozes. Isso tudo levou o País a uma verdadeira esculhambação! Não havia comando, pois Jango era uma verdadeira "marionete" dos comunistas, na palavra perturbadora, demagógica e incendiária de seu maior interlocutor, o galhofeiro governador dos gaúchos, Leonel de Moura Brizolla.
Brizolla, que também, a exemplo de Jango, era e continuou atpé a sua morte, um grande latifundiário, que queria retirar terras dos outros (não as dele nem as do Cunhado Presidente) latifundiários, a fim de realizar a alardeada Reforma Agrária.
Na minha opinião, e até por seus atos, o Brizolla foi uma espécie de gigolô da alma gaúcha, buscando impor-se, através de galhofas e patacoadas, iniciando sua estratégia pelo alienado eleitor carioca, visando eleger-se Presidente. Seu intento não passou do Rio de Janeiro, graças a Deus!
Por fim, para não me alongar mais do que já me alonguei, gostaria que antes de cometeres algumas conclusões precipitadas sobre o Golpe em si, longe da barbárie que foi cometida contra cidadãos humildes, principalmente, que não tiveram condições financeiras para refugiarem-se em outros países, como fizeram Jango e Brizolla, que faças uma pesquisa dos acontecimentos políticos ocorridos no período 1961, quando da renúncia do Jânio Quadros, até o dia 31 de março de 1964, quando ocorreu a tomada do poder pelos militares.
O Brizolla foi um mal tão grande para os gaúchos que um dia precisa ser exorcisado!
Um abraço.
Manoel Luiz Silva dos Santos
A verdade da comissão"
Correio do Povo. Domingo, 17 de abril de 2011
Nota dez!"
Antonio Augusto Mayer dos Santos
Juremir, mais uma vez vibrei com o seu raciocínio ao defender a
Comissão da Verdade. Como atuante político fui preso pela Ditadura
Militar, três vezes e profundamente prejudicado em minha carreira no
Banco do Brasil, por razões exclusivamente políticas. Por isso,
recebo de aposentadoria, a metade do que recebem colegas meus, do
mesmo concorso, do mesmo ano de ingresso e locados na mesma agência
que eu. mas que se calaram ou aplaudiram o golpe. Esses foram
premiados com promoções, com comissões e obviamente com muito melhor
remuneração. A mim nada restava. Foram milhares de brasileiros, como
eu, castigados por lutarem por mais liberdade, por eleições livres e
pelo fim da repressão. Obrigado pelo seu apoio.Carol Majewski
Carol Majewski
Advogado-OABRS 2752
Caro Sr.Juremir Machado da Silva
Muito Bôa tarde, acabei de ler mais uma vez, sua brilhante Coluna, meus Parabéns, o sr.tocou no ÂMAGO da questão. Concordo em gênero e número com suas colocações, sôbre a Impunibilidade dos Torturadores Militares e Civíl(DOPS).
Minha Espôsa Maria Lúcia Syrpa Carvalhosa(Filha do sr.Domingos Mário Syrpa), o qual foi Diretor das Rádios Farroupilha,Gaúcha,Pampa e depois Presidente dos Leiloeiros), Ela panhou bastante. Sua culpa estudava na Faculdade de Economia(URGS), na Av.João Pessôa, nunca participou de NADA, apenas apanhou e muito nas costas(Cassatete de Pau).
Hoje Ela ainda sente dôres, nas costas, por apenas estudar na Faculdade Economia, porque aquêles ANGINHOS dos capacetes VERMELHO ou seja umas "BESTAS-FERAS", batiam até nos Bancos,Postes ou seja o que se encontrava péla frente. Por isso concordo com o amigo, chega d e IMPUNIDADE, verdade JÁ, vamor abrir os Poro~es da Ditadura e punir estes MALDITOS TORTURAQDORES. Como estão fazendo nossos Irmãos "Argentinos" e "Uruguaios", fim da IMPUNIDADE, chega.
Eu também quase apanhei "2" vêzes, sem participar de nada, uma vêz na parada do ônibus,na Praça do Mercado Público e na outra ocasião dentro do ônibus,na Praça da Alfandega.-
Atenciosamente
Luiz Carvalhosa