Juremir Machado da Silva

Chacal, palmadinha e livros

Chacal, palmadinha e livros

Caro Juremir
Parabéns. Tu és sem dúvida o melhor colunista deste rio grande e não tenho dúvidas de que, um dos 3 melhores do Brasil, apesar de não saber quem são os outros 2. Que coragem de usar tanta ironia e por vezes até sarcasmo, é disso que precisamos, os leitores.
A propósito procurei teus livros aqui em Caxias do Sul e não os encontrei. Gostaria de saber como faço para adquirí-los. Se tu quiseres podemos combinar um depósito em alguma conta e o envio por sedex ou outra forma a combinar
É uma honra poder falar com um intelectualde tão alto nível.
Não te preocupa que eu não sou viado, sou só admirador do texto brilhante, nem psicopata.
Abraços
Edson Cardoso Jr.


Olá Juremir,
Ultimamente teus artigos estão ainda melhores... me tocou muito "A Volta
do Chacal". Pensando, que triste e patética nossa natureza, acho que
finalmente entendi o por quê da da existência da morte.
Tenho utilizado muito teus artigos para leitura e discussão em sala de
aula, também sou professor de sociologia em uma escola de ensino médio
aqui em Veranópolis. Precisas ver como "rendem" os debates com a gurizada.
Um grande abraço,
Jefferson de Meneses Barreto
Técnico Judiciário - 88ª ZE
Veranópolis/RS



Caro conterrâneo Juremir!
Eu criei uma tese: a criança se tornará adulto que mata ou, e abraça com palmada ou sem palmada!
Por que o homem mata?
É muito simples esta resposta. O homem mata por que é violento.
O homem abraça? Porque é bom.
Para sobreviver desde que saiu da água, conforme alguns teóricos, e chegar a condição de HUMANO, foi graças à violência que porta em seu DNA. Senão assim não fosse como venceria tantos obstáculos em sua caminhada da água até a moderna tecnologia dos tempos atuais? Naquela época inicial de outros dados ele dispunha além da força bruta para vencer a competição com os elementos que experiência a terra, as águas, o fogo e o ar e a fome?
Saiu da água.Viveu muito tempo com medo das forças da natureza, de seus acompanhantes e opositores na trajetória.
Cansou de dividir espaços com quem impede a sua caminhada no rumo que em seu imaginário encontrará o poder, a felicidade e a alegria de viver no dia a dia da vida que ele escolheu trilhar.
Observa! a humanidade tanto mata como acolhe. É uma bela contradição. E só por isso cabe questionar os fatos sociais espontâneos que passam ao mundo jurídico escolhido e firmado pela sociedade para regular as relações no aglomerado conhecido como sociedade.
A sociedade delimita os espaços de cada um, mas quase nunca os humanos sabem onde estão esses limites e mata para ter o espaço que lhe parece ser o ideal.
O homem matou e sempre matará não importa as características de cada ato que levará a morte sua ou do outro, mesmo porque MORTE E VIDA são produtos da mesma raiz. Assim também o são o bem e o mal; O Deus e o Diabo e por aí vamos.
Um abraço da mariadinair


Boa tarde, Professor
Preciso lhe dizer que seu artigo de hoje foi o melhor sobre o tema. Na vida pessoal e no magistério, muito li e ouvi sobre o castigo físico, mas pela primeira vez fui atingida profundamente pela lucidez com que tratou a questão. Até o humor serviu para esclarecer.
Que bom ler um escritor ético. Que pena esta mensagem não ser lida por todos os professores, pais e autoridades que decidem sobre premiação e punição.
Cresci conhecendo um pouco a "varinha de marmelo" e, do que lembro, só me causou raiva contida e desejos de vingança.
Aproveito para lhe dizer que li "Getúlio" e gostei de conhecer o misterioso Presidente através de seu olhar revelador. Eu tinha seis anos quando ele se suicidou e lembro de meu pai chegando em casa meio atordoado. Nunca esqueci suas palavras: "Quel fiol de can se gá copá!" Nunca entendi se havia alívio ou lamento em sua expressão (crianças não podiam saber...). E depois fez um breve relato sobre a "balbúrdia" no centro da cidadezinha.
Também quero lhe dizer que li "Raízes do Mal" em voraz desespero.
Estou relendo "A Possibilidade de uma Ilha" com interesse.
Ainda vou ler "Solo" e os demais sugeridos em um de seus artigos - na pressa, perdi a promoção.
De qualquer forma, nunca deixe de dar sabor ao meu café da manhã.
Abraço
Clélia Botolini