O Brasil tenta avançar para trás.
Parece que vai conseguir.
Lula reclama das investigações que bateram na porta de um dos seus filhos.
Pede a demissão do ministro da Justiça, que não impede a ação da Polícia Federal.
A culpa é do sofá.
A Operação Zelotes, enfim, despertou a atenção de toda a mídia.
Conseguiu isso ao investigar um filho de Lula.
O filho de Lula deve ser investigado como qualquer um.
Quando, porém, a Zelotes se restringia a empresas como Gerdau e RBS permanecia quase ignorada. Pagamento de propina para sonegar impostos não emociona a mídia.
Ainda mais quando ela mesma sonega.
É a cobertura seletiva.
O Brasil está no atoleiro.
O PT implementou a República das Empreiteiras. Seria assim:
Lula fazia lobby para empresas amigas no exterior. Os presidentes ou ditadores amigos topavam contratar as empresas indicadas. Lula fazia lobby no BNDES, que financiava as obras a serem executadas pelas empresas amigas, que, em retribuição, financiavam campanhas e pagavam cachês generosas por palestras do lobista. Tudo em nome das boas causas.
A direita também fez coisas semelhantes.
Dilma pedalou. Todos os governos antes dela pedalaram também.
Dilma pedalou para garantir financiamentos a juros abaixo da inflação para ruralistas.
Aí é que o bicho pega.
O deputado Ricardo Barros (PP-PR), relator do orçamento para 2016, tem a solução para o Brasil: cortar 35% do Bolsa Família e triplicar o dinheiro público para o Fundo Partidário.
Não será preso por esse crime.
O PP é campeão de investigados na Lava Jato.
Nada mais lógico do que ter um dos seus representantes cuidando do orçamento.
Ainda bem que existe o impoluto PMDB para servir de fiel da balança.
Na pesquisa do IBOPE, Lula aparece em primeiro lugar nas intenções de voto.
A mídia dá manchete: Lula, Serra, Alckmin e Ciro Gomes têm a maior rejeição.
Viva Aécio!
Pouca gente está interessada em combater a corrupção no Brasil.
A direita quer derrubar Dilma e evitar que Lula seja candidato em 2018.
O petismo só quer livrar a cara dos seus atolados para tentar continuar no poder.
Avante, Brasil, para trás.