Juremir Machado da Silva

Contra as cotas

Contra as cotas

Caro Juremir, como de costume leio diariamente o Correio do Povo e não raramente, passo vistas na sua coluna.
Venho acompanhando esta discussão sobre as cotas raciais – ouvindo e lendo todas as opiniões que encontro.
Sempre parto da premissa de que, em sendo contra as cotas raciais - eu só posso estar errado!.
As mentes iluminadas que defendem esta idéia, devem estar bem além do poder de entendimento a qual me encontro
e certamente ali adiante, alguma manifestação de um intelectual, vai destruir de uma vez por toda com a minha
convicção sobre o assunto - e pronto! - acaba o meu pesadelo.
Mas não.
Quanto mais leio sobre o assunto, mais fico convencido de que se trata de uma péssima idéia.
Os defensores da cotas falam de dívidas históricas, como se não existissem outros credores. Falam
de péssimas condições sociais, como se apenas os negros fossem os pobres deste país.
Tratar o negro como um coitadinho, um sêr menor, que necessita do amparo do estado para auxilio
na sua progressão social - é criar a discriminação racial explícita.
O assunto é longo e daria para escrever um tratado, o que não é o propósito.
Apenas gostaria de deixar-lhe um fato: todas as vezes que aparece um negro na novela,
Ou num comercial de produtos - me vem a mente o seguinte pensamento: será que este é o negro da cota ?
Você me entende?
Subliminarmente está se criando na mente das pessoas uma nova classe social: os negros da cota!
E isto é péssimo para um país que deseja enterrar para sempre o preconceito racial.
Um abraço,
Pedro Paulo Costa