Contra tradições bárbaras
Juremis Machado!! Lhe escrevo para Parabenizá-lo pela excelente coluna escrita neste sábado 17 de abril/2011 no Jornal Correio do Povo.
Os gaúchos realmente não são os maiores compreendedores dos cavalos, salvo raras exceções que por mais que não tenham inventado a doma racional, ao menos fazem uso dela em seus animais. Mas, os gaúchos não param por aí nesta falta de compreensão com os animais. Há alguns anos me dei conta da crueldade que é a castração dos terneiros feita da forma como a maioria faz, deixando os terneiros machos adquirirem mais de um ano de idade, para que em festas conhecidas como marcações, estes animais sejam laçados, derrubados ao chão e já estando em estado de stress, ainda terem seus testículos cortados de forma abrupta, sem nenhum tipo de anestesia ou até mesmo compaixão. Testículos que já se apresentam bem desenvolvidos para serem cortados sem anestesia, com uma faca qualquer, causando dor ao animal e muitas vezes inflamações ou ferimentos. Festas muitas vezes regadas à bebidas alcólicas, cujo objetivo não é o manejo do rebanho bovino em si, mas o farrear, o laçar o animal e derrubá-lo, a bebedeira e as provas de machismo; porque muitos ainda tentam derrubar o animal com as mãos, quando este só com o laço não se deixa esmorecer. É uma vergonha saber que este tipo de evento ainda é orgulho para muitos. Alguns fazendeiros mais conscientes e mais preocupadas com o bem-estar de seus animais abominam este tipo de farra e em suas fazendas, optam pela castração quando o terneiro ainda tem apenas alguns dias de vida e seus testículos são pequenos, sendo a castração neste caso, um procedimento, em termos de dor e riscos, mais comparável à circuncisão feita em recém-nascidos humanos; porém são ainda poucos os que pensam assim.
Mais, uma vez Parabéns pela integridade e sensibilidade da do texto Gaúchos e Cavalos. Através desta, me torno hoje sua leitora fiel.
Jaqueline Bonotto. São Borja - RS.
Fantastica, no ponto, sem rodeios, uma das melhores que ja li, "Ronaldinho e a virgula". Mais uma atitude inceitavel da Academia Brasileira de Letras, que, alias, vem mostrando repetidamente a que veio.
Saudacoes,
Eliane Schneider Medeiros.
Oi.
Mais uma vez mt interessante e de encontro com o que eu penso, tua crônica de sábado.
Os rodeios com tiro de laço e outras "tradições", são absurdas.
Tb acho que maltratam seus cães quando os levam nas cavalgadas.
Mt apropriada a crônica de domingo.
Rosana
Prezado Juremir Milhares de pessoas que se reuniram neste domingo no Parque da RedençÃo, para assistirem Nei Lisboa, Vitor Ramil, Kleiton e Kledir, acompanhados pela Orquestra Sinfônica de Porto Alegre - a OSPA - com o apoioda UFRGS, e realizaçÃo da Souza Cruz, OSPA e do Governo do Estado do Rio Grande do Sul, mais a SMAM (Sec. Mun. do Meio Ambiente de POA) na organizaçÃo, fomos surpreendidos, ou melhor, AGREDIDOS com palavras sainda da boca da Tânia Carvalho, a fazer, descaradamente, a maior propaganda da "vida" da cia Souza Cruz, e ainda se dizendo preocupada com as questões ambientais, como uma grande coisa para nossas vida. O Nei Lisboa parecia não querer cantar. Eqüalizou rapidamente seu violão com a orquestra e na hora que o chamaram ele estava conversando com alguém pelo celular e demorou a entrar, tranparecendo uma contrariedade. E depois foi curioso notar, quando interpretava "Balada", nessa parte da composiçÃo : ...Oh, mana Não vale a pena pagar Um cigarro, um centavo de prazer Oh, mana Eu quero é morrer Bem velhinho, assim, sozinho Ali, bebendo um vinho E olhando a bunda de alguém... NÃo disse a palavra "cigarro" nas duas vezes. Acho que armaram no concerto a favor da Souza Cruz. UMA VERGONHA
Julio Brum