Conversa de leitor (2)
Caro Juremir.
Leio-te sempre, em nosso Correio e em teus livros. Às vezes, como absolutamente natural, discordo. Essa circunstância , todavia, não invalida a maneira límpida e extremante bem articulada da posição adotada. Aliás, até aprecio em dimensão maior, parece paradoxal, porque fortalece, na medida em que se não reconsidera, a posição que se tem.
A manifestação tua de hoje , em nosso Correio, otimamente lançada, como sempre, sustentando posição irrepreensível sob o prisma, jurídico ou não, que se queira examinar. A confusão entre piso e teto, atinente à remuneração devida aos professores, só viável a quem almejar criá-la! Em linguagem chula se diz que, na política( o que muito lamentável), a posição depende do lado do balcão em que se está. Costumo dizer, “nada mais parecido com a situação do que a oposição quando se torna situação”.
Um dia, quem sabe, os nossos representantes – e gostaria fosse antes da decantada reforma política, que será para piorar- possam dar-se conta de que o descrédito generalizado se hospeda, não só, mas também nesse tipo comportamental.
Ah, eliminando qualquer dúvida, não sou professor. Apenas humilde obreiro da área do Direito.
Afetuoso abraço.
Jorge Lisbôa Goelzer
Garibaldi, Sábado 19, Março 2011, Dia de São José e da Super Lua ( a conferir )
Ilustre Palomense :
Final da coluna de hoje: " O capitalismo é um tsunami ? "
A respeito, o que está espumando na terra da fenachamp :
Considerando que o fenômeno quando passa leva tudo, só pode ser feminino.
A tsunami ...
Bom fim de semana,
Pedro Armando
PS: Assim como Camboriú tem a sua cidade e o seu balneário, fui conhecer o balneário de Palomas no litoral uruguaio. Muy linda la playa. Mas poucos fazem esta correlação ...
Acompanho sua coluna, mas não vejo colocações quando se trata sobre ações de bandidos fardados (BM), pagos pelo contribuinte, parece ser assunto tabu, o caso recente: da forma cruel e covarde em que foi assassinado deTairone da Silva, jovem promissor no boxe de apenas 17 anos, em Osório, por um "PM", a sociedade vive em uma linha tênue, em que o elemento é lhe destinado proteger, mas que na mesma frequência usa de prerrogativas para agir como se fosse o senhor de suas próprias razões, etc.
Miguel K. Portela
Caro Juremir.
Concordo plenamente com o jornalista na questão dos pardais. O escândalo dos pardais não inocentou os motoristas
multados. A multa permanece intacta e válida.
Os motoristas de ônibus são tremendamente ingratos com os azulzinhos. Aboliram o cinto de segurança e não são
multados. Desconheço a base legal para tal atitude. Os motoristas de ônibus do interior, que findam a viagem na Estação Rodoviária
não gozam deste benefício. A pergunda é quem assumiu (ou assume) a responsabilidade fiscal sobre a renúncia ou evasão de receita.
Saudações
Jorge Kertész
Prezado Juremir
Concordo integralmente contigo. Não estás sozinho.
As pessoas não querem os pardais não porque esses multam erroneamente, mas porque querem andar na velocidade indevida e não serem punidas. Querem ficar impunes. Se há corrupção no sistema, deve essa ser combatida e devidamente punida, o pardal não tem nada a ver com isso.
O pardal, assim como o "azulzinho", cumprem seu dever ao autuar os infratores.
Nesta sociedade onde se fala tanto em impunidade, é, justamente, isso que se busca.
Aceitar as consequências dos seus próprios erros é a base de uma sociedade civilizada e justa.
As prisões não estão cheias porque há excesso de leis penais, mas porque as pessoas as violam.
Se as pessoas querem ser menos punidas, têm de infringir menos as leis e as regras de trânsito.
Assim como para uma sociedade mais segura, ter um trânsito mais seguro depende do comportamento correto das pessoas e da aceitação de que os erros devem ser punidos e que a punição existe, justamente, para desestimular as infrações.
Um abraço.
JOSÉ RICARDO COUTINHO SILVA
Juiz de Direito da 1ª Vara Criminal do
Foro Regional do Partenon
Caro Juremir.
Como escreveste ter sido muito criticado pela defesa dos radares, envio essa mensagem em apoio à tua campanha, apesar de ser motorista.
Às vezes tenho a impressão de que nós brasileiros, especialmente porto-alegrenses, até aceitaríamos um novo regime autoritário se este garantisse farra liberada no trânsito. Se os azuizinhos fossem realmente sacanas, o trânsito de POA estaria muito mais folgado pelas inevitáveis cassações de carteira que aconteceriam.
Não esmoreça.
Abs,
Anderson Zalewski Vargas
Prezado Juremir,
Cordiais saudações
Parabéns pelas tuas crônicas!
Te pergunto o que achas dos jornais, murais de empresa, mas principalmente dos meios de comunicação, informando onde estão os pardais, como se isto fosse um verdadeiro serviço de utilidade pública. Hoje no Correio do Povo, página 24 temos: Radar Móvel, onde estará hoje e amanhã.
Leio com um pé atrás, muitas dúvidas da sensatez do que é divulgado, vergonha desta sociedade.
Abraço,
Gelson Cecatto
Em tempo: Tristeza e desânimo quando há defesa dos cachorrões, principalmente Pit Bull, eles só atacam porque são mau treinados. Quando estes animais tiram um pedaço de alguém ou matam uma criança, os donos ficam pasmos - "Como isto aconteceu?"