Copa em Porto Alegre
Rodrigo Koch, excelente jornalista da Guaíba, professor de educação física, pós-graduado em administração e marketing, autor de um livro sobre a Universíade, a olimpíada universitária que reuniu 29 países em Porto Alegre, especialmente do bloco soviético, em 1963, alertou-nos hoje, no programa do Rogério Mendelski, para alguns efeitos da Copa do Mundo em Porto Alegre que serão ocasionados por imposições da Fifa.
Todos os comerciantes, num raio de cinco quilômetros em torno do Beira-Rio, que trabalharem com produtos não autorizados pela Fifa, terão de fechar as portas.
Posso não ter entendido bem.
O advogado Nestor Hein gritou que isso não tem sustentação jurídica e não terá respaldo judicial.
Rodrigo disse que tem sido assim em todo lugar.
Eu fico revoltado.
A lei em vigor impede vender álcool em estádios.
A Fifa imporá a venda da cerveja que a patrocina.
Será suspensa a lei em vigor.
Teremos um hiato legal.
Vamos baixar as calça para o interesse comercial.
A Fifa exerce uma ditadura mundial.
Se para ter Copa é preciso abandonar a soberania nacional, melhor não ter e dar uma banana para a Fifa, que é uma instituição arrogante.
Não consigo aceitar a ideia de que o Estado assine contratos lesivos a interesses legítimos dos seus cidadãos. Acho ilegal, inconstitucional e imoral.
Pode ser que as autoridades convençam os comerciantes a tirar férias. Ou os indenizem.
Aí é outra conversa.
Mas fechar um estabelecimento comercial com alvará de funcionamento ou proibi-lo de vender a cerveja “a” porque a Fifa só admite a “b” é um revoltante.
A Fifa tinha exigido um metrô em Porto Alegre.
Fomos enganados.
Teremos as baldeações dos portais.
Eu pensava que a Copa do Mundo ia nos civilizar.
Vai nos tratar como república bananeira.