Debate dos candidatos na Rádio Guaíba
Sensacional o debate dos candidatos ao governo do Estado na Rádio Guaíba.
Yeda Crusius não foi.
Para que se candidatar se não vai debater na mídia?
Tarso Genro foi acuado por Pedro Ruas na questão das alianças.
Tarso soltou a pérola do dia: chamar um partido de corrupto é racista e medieval.
Uau!
Fogaça foi o de sempre: morno. Ou, se preferirem, calmo.
Os outros foram figurantes.
Por coincidência, no sorteio, minha pergunta caiu para Tarso Genro.
Era sobre a aplicação do piso salarial nacional do magistério.
O piso foi criado por iniciativa do ministro da Educação Tarso Genro.
O RS não o aplica. A governadora Yeda foi ao STF para rejeitar o piso.
Imaginei que Tarso diria alto e bom som que o aplicaria no primeiro dia de governo.
Tarso enrolou, pipocou, amarelou.
Disse que vai abrir o diálogo com o Cpers sobre o assunto.
Afirmou que não se pode aplicar o piso em um ou dois meses.
Habeas corpus preventivo.
Justificou implicitamente a posição do atual governo.
Tarso sinalizou que, na educação, um governo seu repitiria o de Olívio: um discurso na oposição, outro no poder.
Como pode o criador dizer que não dá para aplicar sua criatura?
O Cpers vai engolir essa?
O magistério vai aceitar?
Ainda á tempo de Tarso corrigir o rumo.
Na minha opinião, a declaração de Tarso Genro sobre o piso salarial foi a bomba do debate.
É para isso que eles servem.
A Rádio Guaíba matou a pau.