Desabafo de um coronel e outros comentários
Prezado Juremir Machado,
Inicialmente gostaria de informar-lhe que sou Coronel da Reserva da BM, 53 anos de idade e 36 anos prestados no serviço público, oriundo das terras de Palomas e radicado atualmente na cidade de Pelotas. Em razão do ineditismo e importância dos atuais acontecimentos no RJ, que estou a acompanhar, ouso escrever e endereçar-te este Email com o intuito de relatar o fato que apercebí-me, para que - se assim entenderes e achares conveniente - possas no momento oportuno elencá-lo entre as tuas incomparáveis abordagens jornalísticas das quais sou um leitor incorrigível.
O relato: Em muitos anos neste país, integrantes da Marinha e do Exército Brasileiro ora estão tendo a oportunidade de sair de seus treinamentos preparatórios intermináveis, e participar efetivamente de uma operação real extemporânea inerente ao cotidiano das Policias Militares. Seus Comandantes já classificaram a missão como uma “Operação de Guerra”, com sujeição a concessão de justos e merecidos elogios de méritos e de medalhas aos seus militares participantes, com ampla cobertura midiática. Mas, e o que dizer dos abnegados PMs que enfrentam essa “guerra” diariamente, cujos sequer têm seus trabalhos reconhecidos por seus governadores e,ou representantes políticos, pois além das conhecidas deficiências em recursos materiais que enfrentam para exercerem suas profissões, estão propensos a continuar ganhando salários miseráveis com o “esquecimento” da prometida votação da PEC 300. Nas atuais condições em que se encontram e circunstâncias que se avizinham, os PMs constituem-se em verdadeiros heróis anônimos na defesa dos cidadãos de bem, invisíveis à sociedade e sistematicamente preteridos por seus governantes.
Pedindo escusas pelo desabafo, despeço-me augurando que o Grande Arquiteto do Universo continue a vos guiar e proteger juntamente com os teus familiares.
Att, Odiomar Luis B. Teixeira.
Oi, Juremir. Talvez não lembre de mim, mas fui tua aluna no pós ano passado, e desde então viciei em pensamentos juremísticos: ouço no rádio, leio as colunas, sigo no twitter, compro teus livros e agora te achei aqui. Mas não te preocupa, que não sou serial killer. Apenas admiro teu talento em falar o que todo mundo quer dizer e ninguém diz. Acabo de ler História Regional da Infâmia e, apesar de ter lido duas vezes "O que pesquisar quer dizer", continuo com medo da ABNT. Mas sigo te seguindo e aprendendo contigo. Grande abraço!
Cris Kessler
Olá, Juremir. Esta foi a minha música preferida de João Bosco e Aldir Blanc, mas não entendia seu sentido por não saber de João Cândido e Revolta da Chibata. Obrigado pela tua coluna e o Jornal. Aprendi um pouco mais.
De Cascavel, PR. Grande abraço. Agostinho