Juremir Machado da Silva

Dez besteiras políticas de 2009

Dez besteiras políticas de 2009



Todo mundo faz listas.
Eu vou atrás.
Sou maria-vai-com-as-outras.
Aqui vai a minha lista das dez piores besteiras dos políticos em 2009. Primeiro, as cinco bobagens gaúchas:
1) A tentativa de vereadores de Porto Alegre de entregar o Pontal do Estaleiro para a especulação imobiliária construir imóveis residenciais com janelinhas privilegiadas para o sol. Tiveram de engolir um plebiscito e perderam por 80 a 20%.
2) A tentativa de governo do Estado do Rio Grande do Sul de aprovar projetos controvertidos cancelando diretos do funcionalismo, especialmente do magistério e da Brigada Militar, no apagar das luzes dos trabalhos da Assembleia Legislativa. Deu no que deu. Um fiasco. O governo, no apagar das luzes, teve de retirar os projetos.
3) A promessa, para atender supostas exigências da Fifa, de se construir um metrô em Porto Alegre até a Copa do Mundo de 2014. Bastou a Fifa confirmar a capital gaúcha como uma das sedes do torneio para que o metrô fosse deixado de lado. Vamos ter de nos contentar com os portais de baldeação de ônibus para chegar ao centro. Porto Alegre deu um drible na Fifa e foi em frente.
4) A CPI da Corrupção. Começou como uma bomba e terminou como um suspiro. Ou emissão de metano.
5) O uso por deputados de diárias de viagem para dormir em casa.
Três besteiras nacionais:
1) O mensalão do DEM. Dinheiro em meia e em cueca é anti-higiênico. O pessoal precisa usar pastas.
2) As CPIs da Petrobras e do MST: começaram como bombas e nunca passaram de suspiros.
3) O papel político do STF, transformado em bancada mais atuante do conservadorismo mais rasteiro.
Duas besteiras internacionais:
1) A COP15: limitou-se a emitir metano.
2) Barack Obama: começou como uma bomba e até agora não passou de um suspiro.