Eu tenho muitas dúvidas.
Mas não todas.
Ter dúvidas é fundamental, mas não obriga a jamais ter certezas.
Tenho ouvido muito que ser espionado pelos mais fortes é normal.
Pode ser. Mas duvido que seja aceitável.
Fico com a impressão de que quem acha "normal" ser espionado, considerado "anormal" reclamar. Um pouco mais e alguns dirão que ser espionado pelos Estados Unidos é um honra. A presidente Dilma Rousseff fez bem em cancelar a sua visita de Estado a Barack Obama e de soltar o verbo na ONU.
O "realismo" dos que ser vergam à espionagem tem a estranha magia dos fatos aparentemente irrefutáveis: se a espionagem sempre acontece, é normal. Se é normal, por que reclamar? Porque o normal pode ser anormal.
Há muito odor de ideologia na suposta resignação de alguns diante da escandalosa invasão americana em nossos negócios.
O discurso "furioso" de Dilma na ONU, segunda termo usado pela imprensa inglesa, é a resposta justa de quem não quer mostrar a retaguarda.
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O governador de Pernambuco, Eduardo Campos, quer ser presidente da República. É seu direito. O PSB, seu partido, precisa acompanhá-lo.
O problema é que, no Rio Grande do Sul, o PSB foi eleito para governar o Estado junto com o PT. Ou só o vice-governador Beto Grill foi eleito?
Foi aliança de Tarso Genro com Beto Grill ou do PT com o PSB selada pelos votos dos eleitores? Confesso que muitas dúvidas me assaltam.
Ao sair do governo, o PSB está rompendo o contrato com assinou com o eleitor para ajudar a governar o Rio Grande do Sul durante quatro anos?
Ou vice-governador não faz parte do governo?
Se o PSB está saindo do governo, não deveria o vice-governador renunciar?
É possível ficar e sair ao mesmo tempo?
Parece esquizofrênico: o partido sai, o seu representante eleito fica.
Mas o cargo de um eleito não pertence ao partido?
Nada contra Beto Grill, gente boa.
Acontece que a política é esquisita.