Direita, educação e política
Caro jornalista.
Depois de lermos sua crônica de hoje, entre amigos comentamos sobre o dissabor que ela deve causar ao Diogo Mainardi. Ele não o perdoará da traição, era o comentário unânime.
Abraços de um antigo santanense
Celito M.Brugnara
Amigo Juremir
Se a da Dilma e do Serra já tinha sido o máximo tua coluna sobre a direita batendo dente é mais uma das antológicas.
Me permite uma sugestão - uma coluna sobre o novo fenômeno brasileiro- a webdireita festiva. É impressionante mesmo o que estes caras estão usando a web com um monte de lixo- proposta que é bom não vejo nehuma Putz - depois da esquerda festiva só faltava agora a direita festiva. Já pensou, naquele tempo da Libelu eram as gurias com pé sujo, cabelo debaixo do braço que dava vergonha da gente levantar o braço num ônibus porque tinha menos do que elas. Como será exatamente o estereótipo do webdireitofestivobabaso
cada vez mais acho, com todo respeito que posso ter por nosso diário, que o Correio do Povo já está pequeno para ti..
abração
marquinho
Juremir,
dentro da noite a montanha se assanha e pela campanha derrama uma coisa estupefaciente que deixou o mundo estupefacto porque um analfa de Pernambuco sonhou acordar este mundo para uma insônia mais terrível que a bomba atômica. Ninguém sabia que o cerro de Palomas se transformara em vulcão sábio ao anunciar que de ora em diante os analfabetos tomariam conta do mundo. José Serra estava em Joazeiro pedindo ajuda ao Padre Cícero quando tudo isto acontecia. Desde que deixei de escalar o Cerro de Palomas porque perdi todo meu vitalismo radical - perto dele vivi trinta anos - novas figuras estão a propor uma nova escalada sem que haja qualquer tipo de reação a não ser uma amarga estupefação
Não é isso o que eu queria, não é isso o que os grandes do mundo desejavam saber nem conhecer. Espero não ver espalhando-se por toda parte isto que à minha mente repugna. Depois, produzido o caos, - não o verei, tenho muitas idades -, te restará o refúgio junto ao Cerro de Palomas, quando não poderás mais plantar melancias.
Aqui escreve Cláudio que todas as manhãs te lê, que em Dom Pedrito viveu durante trinta anos, que tinha prazer em ir a Livramento, mais para, quieto, junto ao Cerro se deliciar.
Abraços.
Cláudio Sehn
Boa tarde Juremir,
Faço das suas às minhas palavras, parabéns pela ilustre coluna.
Abraço,
Flávio Almeida - Representante Comercial
Calma Juremir,calma abraços jccervo
Olá, Juremir.
É a primeira vez que lhe escrevo. Tenho profundo respeito pelas suas opiniões. Possuo seis livros de sua autoria e me arrisco em dizer que você é um dos últimos escritores brasileiros que transita no mundo das ideias sem perder seu chão. Escritor pós-moderno, arrojado e desabotoado da academia, para mim Juremir é sinonimo de reflexão.
Sem os atrasos intelectuais de nossa esquerda perdida, entendo que você, em seu trabalho jornalistico, nos trouxe uma coisa "nova" - ou melhor, um novo prisma para a coisa velha. Na literatura, também é um inovador, de certa forma, e só não tem mais destaque porque brasileiro não gosta de ficção. A maioria dos escritores brasileiros está mais interessada em mera descrição, jogo de palavras, palavras sem ideias. Já a maioria dos leitores, sinceramente, eu não sei.
Enfim, sou admirador de seu trabalho há algum tempo. Além de seus livros, também acompanho, sempre que posso, seus textos no Correio do Povo e no blog.
Já mostrei seus textos para muitos amigos, que passaram a acompanhar seu trabalho, e também presenteei alguns com seu livro "Solo" - obra que respeito muito e que ao meu ver traz um novo paradigma para o que é escrito no Brasil. Também gosto de comparar seu livro com "Plataforma" do grande escritor Houllebecq. Sinto novos ares no romance e volto a ter esperança que a pós-modernidade seja um bom palco para novas encenações.
Falei tanto de você na casa dos meus pais, em Palmas (PR), que meu pai começou a comprar o Correio do Povo e guardar a página de seus textos, se não me engano, toda a quarta-feira, na época.
Depois de ter dito isso, explico o real motivo de meu email. Eu moro em Curitiba. Sou jornalista mas estava trabalhando em editora, até o momento. Não costumo comentar textos e nem mandar emails, mas como se trata de um jornalista que eu tenho grande admiração, precisei escrever quando li seu texto no blog, intitulado "A hipocrisia dos americanos". Eu concordo com o título e com sua argumentação em relação aos EUA. O que eu acho definitivamente estranho, e por isso resolvi escrever, é o elogio ao nosso presidente, no sentido diplomático. Simplesmente não se pode apertar a mão de um indivíduo que nega o Holocausto. Não se abre a porta de casa para essa gente. Não sou judeu, mas nem preciso ser para ter essa opinião. Essa foi a primeira vez em que uma opinião sua me surpreendeu no sentido negativo. Mas eu sei que você deve ter suas razões. Sei que escreve de acordo com elas. E é isso que respeito no seu trabalho. Mas, meu caro Juremir, você não acha que ja estava tudo combinado entre nosso presidente e o Ahmadinejad, antes das câmeras? Esse encontro forjado e a voz pacífica do iraniano me parece um simulacro democrático, onde nem a democracia representativa pode ser considerada.Talvez eu esteja enganado, mas entendo que com essa gente não pode existir um acordo simplesmente porque o nosso presidente disse que conseguiu.
Mas mudando de assunto, espero, um dia, quando for a Porto Alegre com meu pai (porque ele é um gremista doente) poder conhecê-lo e quem sabe ter os meus (seus) livros autografados. Seria um grande prazer conhecer alguém de tamanho quilate intelectual como você.
Não sei se terá tempo de me responder, mas agradeço apenas por ler meu email.
Muito obrigado pela atenção.
Um abraço.
Lucas Frederico
Prezado Juremir,
Fiquei deprimido ao ler a tua coluna de hoje. Também, nem tanto. Talvez, exista um texto dentro do texto, e, eu, ingenuamente e pouco erudito, não entendi Ou, ainda, a linha editorial do veículo tenha mudado , e, ingenuamente, de novo, e, agora, também, distraído, não percebi. Independente do resultado das próximas eleições, desde já, "nós", estamos derrotados. Tudo bem! Me resta, agora, resignado, assistir aos desfiles de cartazes gigantes com fotos da Dilma e do Lula pelo brique da redenção aos domingos pela manhã. Viva os aiatolás! Chove lá fora e aqui dentro é inverno no meu cérebro. Abraço
Zeantoniovargas
bueno, ... como diz o Adão Santos, meu profe de Revolução Marxista e teu colega da PUC !
Vinha eu da minha escola de periferia, 343 lotadaço de gentes da UFRGS
todos lindos, saudáveis, mochila "da hora" manual de Anatomia daqueles que sai uma nota, eu e um ou outro calouro insano vestindo a mochila como armadura.
E entra uma mãe, jovem, filho excepcional nos braços e uma filha de uns 7 anos ajudando.
Eu vinha em pé, meio cansadita, 56 anos, pelos ya canosos - mas tudo bem, aguentei o tirão e carreguei a mochila da mãezinha, as duas portadoras de manuais carésimos discutiam sentadas na frente desta mãe ( que estava em pé carregando a criança que estava co dor de dente - iam pegar o segundo bus para chegar no Fêmina - - lá na Independência, te liga do trajeto ????) as gurias seguiam falando sobre se o mais importante da palestra que haviam assistido , se pior e prioriátio era "urgência" ou "emergência", elas não lembravam muito bem da palestra.
Então, como se diz em SP, nenhum dos jovens ofereceu o banco, nem as futuras doutoras, enfermeiras ou fisioteraputas os canbáu nem os outros que eram machos fortes e vigorosos, um deles solidário abaixou a mochila para a moça se ajeitar ...se este era da saúde um beijão pra mãe dele.
Tô de cara com os meus coleguinhas do Carris 343 do meio dia e quinze
lavro meu protesto e to "meio Lost" que nem tu.
Um abraço
maria camila almeida
a neta do seu Bica