Nem sempre tenho tempo de destacar o carinho de leitores. Com os dois e-mails abaixo, quero agradecer a tantos e tantos cujas mensagens não publiquei. O tempo me devora. Mas não me rouba o prazer de escrever.
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Juremir Machado, me senti dentro do teu texto hoje. Quase tudo igual à minha infância aí no coração do Rio Grande. Até os cinamomos eram iguais. Quando volto praí, eles ainda estão me esperando, meio velhinhos, um caiu, mas os demais estão lá.
De noite, quando conto histórias prá minhas filhas dormir, começo assim: “Quando eu érea criança pequena lááááááááá´ em Faxinal do Soturno...”
Incrível, mas em tempos de internet, ainda tenho esse hábito.
Parabéns pela coluna.
Almir José Trevisan
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Caro Juremir
Vou chama-lo por tu, pois sou uma de tuas orquídeas, (eu gostaria de ser
chamada de petúnia, a flor que mais gosto) mas de qualquer forma aceitarei a tua denominação.
O texto de hoje escrito por ti, é um pedaço de minha vida, nasci em um lugar chamado Tupancy, interior de São Sepé.
Sempre me emociono quando leio o que escreves, mas hoje tu tiraste do baú de minhas lembranças todos os guardados de minha infância, cheiro de madressilva, pitanga madura, brincadeiras de criança... um tempo muito feliz .
A vida me tornou urbana, mas vive em mim uma guria rural que sonha com uma casa grande, e um campo com ovelhas pastando.
Juremir desculpes o desabafo, mas é o que senti lendo tua crônica.
Continues sempre como és, o melhor .
Meu afeto
Tania Limberger