Juremir Machado da Silva

Dunga, Dunga, Dunga

Dunga, Dunga, Dunga

Hoje, na Rádio Guaíba, discuti com Vinicius Sinott.
Eu defendi o Dunga.
Ele atacou o Dunga.
Eu gosto do Vinícius.
Ele enxerga muito em futebol.
Percebe logo os enganadores.
Entende muito de esquema tático.
Acerta muito mais do que erra.
Argumenta bem e com convicção.
Tem um jeitinho de Dunga.
No bom sentido.
Eu também tenho.
O Vinícius detesta gente que se contradiz.
Gente que ataca nos outros o que defende para si.
Faz bem.
Eu me interesso por futebol.
Mas me interesso mais ainda pelo todo.
Dunga enfrentou a Globo.
Quem enfrenta a Globo,  tem meu apoio.
Adoro implicar com os poderosos.
O predomínio da Globo é ruim para o Brasil.
O fato de Dunga ser gaúcho pouco me interessa.
Acho que ele fez um belo trabalho na seleção.
Perdeu por circunstâncias de jogo.
Poderia ter vencido.
Levou craques: Kaká, Robinho, Nilmar.
Levou o melhor goleiro do mundo, Júlio César, que falhou clamorosamente.
Levou a melhor zaga do mundo, que vacilou no último jogo.
Poderia ter levado outros jogadores realmente melhores?
Ronaldinho Gaúcho?
Talvez.
Neymar, Ganso?
Seriam apostas.
A verdade é uma só: quem perde nunca tem razão.
Dunga, porém, fez suas apostas.
Elas tinham sentido.
Melou os mexes do Ricardo Teixeira com a Globo.
Isso para mim vale mais do que uma Copa.