Juremir Machado da Silva

Em defesa do pobre Paul

Em defesa do pobre Paul

Juremir,
ligaram-me para noticiar que, em tua coluna de hoje no Correio, estás te negando a ’dar cartaz’ para o Paul McCartney,
por sua anunciada vinda a Porto Alegre no próximo dia 7/novembro.
Li a coluna e te confesso que me surpreendeu. Não pelo estilo azedo, mas pelo esforço de desdém, de menoscabo, que encerra.
Gosto musical não se impõe; Vivaldi, Grieg, Shostakovich e Wagner têm seus adeptos, assim como Manzanero, Roberto Carlos,
Antonio Carlos Jobim, Vinícius, Astor Piazzola e tantos outros. Entre o chamado ’povão’, até mesmo Chitãozinho empolga a massa...
Ali no texto, te dizes simpatizante dos mestres da MPB, de Hendrix e Joplin, ácidos estes dois, hein.
Agora, em se tratando de Paul McCartney, quando não há afeição, há, pelo menos, respeito. Mesmo que não tenhas sido tocado
pelo fenômeno Beatlemania, este remanescente do fab four deveria ter merecido pelo menos teu silêncio. Perdeste boa oportunidade
para escrever sobre outra coisa, se não querias ’dar cartaz’, digo, reconhecer mérito naquele artista.
Um formador de opinião, como dizem que tu és, escritor que milita na crônica diária, pode ter mil defeitos, mas tem que reunir dois
requisitos fundamentais: ter sensibilidade e estar bem informado.
McCartney - ao final do século XX - já em 2.000, foi eleito à unanimidade o Músico Popular do Século, por um colegiado composto
pelos mais insignes músicos do mundo. Isto não bastasse, continua projetando seu vasto espectro musical já pelo século XXI, há dez anos.
Compôs, aos 21 anos de idade, a melodia mais vezes gravada da história da humanidade, Yesterday. Seguiu apresentando composição
pós outra, de riqueza melódica sem paralelo na música pop: The Fool on the Hill, Matha My Dear, The Long and Widding Road,
She’s Leaving Home, When I’m Sixty Four, Lei it Be, For No One, Carry That Weight, I’ll Follow the Sun, Blackbird, I Will,
Honey Pye, My Girl, Michelle, isto sem mencionar os rocks The Night Before, Helter Skelter, Back in the USSR, Birthday,
Oh! Darling, Drive My Car, I Saw Her Standing There, e excluindo, naturalmente, os mais de 60 hits que compôs em parceria
com John Lennon.
Sir Paul McCartney é, de há muito, a maior personalidade do planeta; chefes de Estado do G-8 e de tantos outros países assistem a
seus shows e formam fila em seu camarim para se apresentarem a ele e o cumprimentarem (Putin, Sarkozy, Obama, etc, etc, etc).
Ora, Juremir Machado da Silva, se não tens sensibilidade para apreciar Paul McCartney, nem conheces o genial acervo musical que ele
tem legado à humanidade, faltam-te os dois requisitos básicos do formador de opinião para o comentário que fizeste publicar nesta data
no Correio do Povo. Mas mesmo assim nota-se que algo mexeu contigo, percebeste que ninguém chuta cachorro morto.
De qualquer sorte, perdeste boa ocasião para escreveres sobre que sejas mais versado. Mas nada está assim tão perdido: consigas com amigos
alguns CDs dos próprios Beatles (fácil, a maioria tem) ou da carreira solo do Paul, e, pelo menos, tentes avaliar o desvio que teu escrito cometeu.
É, Juremir, tua coluna não foi feliz, mas estejas certo: Paul McCartney hoje deu um enorme cartaz pra tua coluna.
João Paulo.

Que horror o seu comentário de hoje no Correio do Povo.
SE não ouviu os BEATLES quando jovem, cara, perdeste a cereja do bolo.
Estes 4 FOR EVER, ajudaram a mudar todo um século, não só na música,mas
na forma de viver da minha geração ,e também de outros beatlemaníacos há
menos tempo.
NÃO SE FALA assim de uma banda que reformulou , introduziu e esparramou
ROCK por todo o planeta.
Os outros vieram depois deles.Na esteira deles.
Putz cara! VÁ PARA CASA OUVIR BEETHOVEN .
Assim como não há 2 BEETHOVENS, nem 2 PELÉS, não há uma segunda
banda dos BEATLES.
É uma só .
Podias ter guardado este comentário só para ti.
Indignada CONTIGO
Nádia Oliveira