Em nome de Em teu nome
Juremir
Quando leio um crítico (Érico Reis) no calorão e no refresco do chope do Rio de Janeiro, dizer que o filme "não tem clima" e leio você lembrar o clima do cinza de Paris como algo que mexe com as pessoas, eu penso: ou esse cara (senhor Érico) nunca foi a Paris e não entendeu que o clima é narrativo no "clima" do filme ou foi e ficou comprando caixinha de música na rive gauche. Duvido, acho que existe descaso por trás disso."Põe o boneco dormindo e escreve qualquer coisa." Aí o seu José que já não tá com vontade de ir ver um filme brasileiro (e não deixa de ter razão, afinal os críticos idolatram os....) olha o boneco e diz pra patroa: "ah, esse não, topo até o das mulheres aquelas, que tá na capa de todos os cadernos de cultura do país (estranha esta unanimidade) , mas este até o boneco dormiu..."
E assim lançamos filmes peleando as vezes feito idiotas (e aí me incluo) contra estrelas, bombas e bonecos que influenciam diretamente as criaturas que decidem ver um filme destas bandas.
Mas tem pior: o mesmo cidadão citou como "deslize histórico" o fato dos presos receberem visitas enquanto estavam presos e ainda sendo torturados. Ele coloca como se as visitas fossem na "fossa". Deve ter ido comprar mentex na hora da cena em que o Boni surge para a namorada e o cunhado de roupa limpa, mas com as orelhas torradas pelos choques. Isso não importa, afinal dizer que "deslize histórico enfraquece o filme" é apenas mais uma frase.
Falo tudo isso porque quando leio um texto como o seu eu me sinto como "passando a régua" neste pântano que virou a atividade de opinar sobre tudo ao mesmo tempo agora. Li num site chamado "mente aberta", (juro era esse o nome) duas meninas dizendo: "não vão assistir este filme!!!"
Vejo pessoas (que não procuram ler críticas) saírem emocionadas do filme. Sei que deveria pesar - "o que vale mais a opinião de Marcelo Rubens Paiva ou do desinformado(?) Érico Reis?" . Seria lógico se existisse uma lógica. Por que insistir em não ver? Não falo das características cinematográficas do meu filme pois sempre digo que Felini era gênio porque sabia contar histórias, não porque inventou o cinema, mas por que não entrar na história e se permitir sentir alguma coisa??
Você viu o filme que o seu José viu ( o Sex na cidade 2 estava lotado e ele comprou ingresso para o que estava no horário... bingo!). Seu texto me deu a certeza de que cada vez me considero menos "cineasta" no sentido da palavra e mais "um contador de histórias" sem vergonha. Sem vergonha de se expor e se emocionar.
Muito obrigado pelo seu comentário sobre Em Teu nome...
abcs
Paulo Nascimento
Caro Juremir,
Gosto da sua coluna mas, às vezes, acho que vc pisa na bola. Um bom exemplo disso é a coluna de hj, falando do tal filme "Em teu nome". Sejamos sinceros: o que aconteceu naquela época foi uma guerra entre os que pretendiam manter isto aqui como uma democracia (ainda que seja do jeito que é até hj) e aqueles que queriam transformar o país em um lixo igual aquela bosta que flutua no caribe chamada Cuba. Graças a Deus, venceram os primeiros,senão vc não poderia ter escrito o que escreveu hj na sua coluna e eu não teria acesso livre à internet para comentá-la com vc. Como toda guerra, ela é suja e sempre são cometidos excessos pelos lados envolvidos. Se falamos dos milicos da época, então vamos falar também dos torturadores e assassinos da "esquerda heróica libertadora", entre os quais podemos citar o Lamarca e outros que "pegaram em armas". Se a coisa é para botar em panos limpos, que tal rever os assaltos, sequestros, justiciamentos e outros crimes cometidos por essa galera? Acho que seria interessante.Meu amigo, ninguém era inocente...
Vc fala que a esquerda pagou seus atos. Sabe, tenho lá minhas dúvidas... tem gente do outro lado que sofreu as consequências dos atos da esquerda que está aí até hj sem o "bolsa-ditadura" do governo, sobrevivendo à mingua. Aliás, falando em pagamento, quem tá pagando os "atos" da esquerda somos nós, contribuintes, sob a forma da famigerada bolsa que falei anteriormente.
Qto ao filme, bem, acho que não o verei pq me nego a ver merda. É aquela velha história do "mocinho" cheio de bons "ideais" que se debate contra os "gorilas" numa luta desigual e que acaba vencido, não sem antes faturar a mocinha que estoicamente o acompanha. Uma verdadeira chatice.Prefiro ver o samba do criolo doido grego que está no "Fúria deTitãs" ...
Um abras
Tuiskon