Enfrentando leitores
Adoro fazer experiências.
Uma delas é dar respostas irônicas a algumas observações de leitores.
Tem um cara, mala até não poder mais, que me manda longos e-mails banais com tom de superioridade. O sujeito dá conselhos, julga, orienta, puxa a orelha, distribui pontos positivos e negativos. Um negócio.
Fico rindo.
Desta vez ela me disse que as colunas sobre Paul Krugman e sobre os bancos trataram de assuntos velhos.
Tão velhos que a última reproduziu um artigo de Krugman no NYT desta semana.
Obrigado, conselheiro Acácio.
Outro leitor me pede um autógrafo e aproveita para acertar contas:
- Aquele livro que o senhor indicou era muito ruim.
Penso em responde, visto que o autor recebeu um dos mais importantes prêmios literários do mundor:
- Não serias tu um leitor muito ruim?
Não o faço. Ele não estava preparado para ouvir respostas.
Uma leitora me mandou o e-mail que segue, produto de uma leitura bizarra dos meus textos, pois falo de política, futebol, mulheres e amendoim torrado há 25 anos:
"Que pena, Juremir! Eu gostava tanto das suas crônicas .Até dizia que a ZH não tinha um cronista do seu calibre. Mas desde que voce optou pelo besteirol de imiscuir política nelas, estão uma saco. Deve ser falta de assunto. O que não falta à Martha Medeiros...
Já que voce citou os americanos (quando se presta a sua posição ,eles servem...), comparar o que o premio Nobel Paul Krugman com o Psol para mim foi dose!
A mídia americana (ou norteamericana) tem uma cultura democrática . Não é tendenciosa ,na sua maioria. Mostra o que está errado e tem o mau hábito de colocar a verdade acima de tudo. Doa a quem doer.
Comparar um premio Nobel à desgrenhada e enlouquecida da Luciana Genro é demais! Mesmo porque, ao que eu saiba, ela não escreve em nenhum jornal ,não tem nem competência acadêmica para isso
e ,além do mais, não visa a "verdade dos fatos", apenas a verdade que lhe serve, ou ao seu partido.
Tal como a Veja, ambos(Psol e Veja) são quase farinha do mesmo saco. Mas prefiro ler a Veja a ouvir o Psol e o PT , e as suas bandeiras ,onde, roubar do Estado, lavar dinheiro, ganhar passaporte especial para filhos e netos e esconder dinheiro na cueca, soa tão normal e ingênuo quanto comprar sorvete na esquina.
A Veja não rouba meu dinheiro. Se não gosto, não leio. Simplesmente jogo fora. E, mais ainda, posso escolher entre assinar, comprar ,ou não.
O resto, tenho que engolir goela abaixo. Ou, nem tanto, pois quando colocam uma propaganda vergonhosa como esta do PT em horário nobre(com o nosso dinheiro/ a Veja não usa o nosso dinheiro), posso (e faço!) trocar de canal...
Mas existe uma certa diferença, voce não acha?!
Berenice Correa Ravanello"
Seguindo seu princípio, só pude responder singelamente: "É só ler a Martha Medeiros".
Poderia ter dito também que eu admiro muito a Luciana Genro. Ela é dez. Uma das pessoas mais equilibradas, inteligentes e coerentes que conheço.
Tudo isso me lembrou um elogio que João da Silva, colunista em Palomas, recebeu de uma estrela da concorrência, a Rede Baita Sol:
- Você não deve ter ideia de quantas pessoas o leem todos os dias.
João da Silva não se deu por achado:
- Tenho, sim. Um pouco mais do que os teus.