Há poucos meses, o deputado estadual Giovani Feltes batia-se pela derrubada do imposto de fronteira.
Praticamente toda a agora base aliada do governador José Ivo Sartori queria o fim dessa taxa cujo objetivo é impedir que mercadorias de outros Estados e de outros países entrem no Rio Grande do Sul pagando ICMS menor do que os produtos da indústria gaúcha. Estabeleceu-se um conflito entre a indústria e o comércio do RS.
Feltes e seus companheiros ficaram com o comércio pretensamente em nome dos consumidores.
Guindado à posição de secretário da Fazenda, Feltes mudou de ideia.
O que estariam dizendo Feltes e seus companheiros se algo semelhante tivesse sido feito pelo PT?
Chamariam isso de estelionato eleitoral.
O que estariam dizendo Feltes e seus companheiros sempre combativos se o eleito fosse petista e assumisse anunciando o congelamento dos pagamentos a fornecedores do governo durante 180 dias?
Falariam em calote por tempo determinado e em moratória.
Moral da história: o que é bom para a oposição não é bom para a mesma oposição quando ela vira situação.