Eu amei este Copa do Mundo da Rússia por muitas razões.
Amei por me sentir feliz a cada jogo como uma criança brincando.
O futebol me distrai do frio do inverno.
Amei a Copa pela chegada à final da seleção de um pequeno país, a Croácia.
Amei a Copa por gols tomados por goleiros, como o da França, que fazem guardiolagens com os pés.
É pura implicância. Não resisto a ser implicante. É uma maneira de me aquecer.
Amei a Copa pelos gols de bola parada, bola levantada, bola cabeceada.
Amei a Copa pela França multinacional, multirracial e multicolor.
Amei a Copa por Mbappé e sua velocidade irreverente. Para mim ele foi melhor do que Modric.
Amei a Copa pela queda precoce dos alemães com seu planejamento e sua "frieza".
Sou ressentido. Docemente.
Amei a Copa por todas as circunstância dos jogos, que é onde tudo se decide, em detalhes, erros, lances geniais, inesperados, imprevisíveis, improvisados, incríveis, que não podem ser planejados nem evitados.
Amei a Copa pela vitória do futebol sobre os esquemas táticos e suas cientificidades marqueteiras.
Amei a Copa pelas histórias, vitórias, fracassos, apostas, ilusões e sonhos contados.
Amei a Copa por ter sido mais um sonho de verão (na Rússia) .
Senti pelo Brasil e por Neymar.
Amei a Copa pelo tempo que passei admirando a beleza dos dribles, das defesas, dos chutes.
Amei a Copa por ela não ter como critério de formação das equipes o dinheiro na medida em que não se pode comprar os melhores para formar o melhor time como acontece nos clubes, especialmente europeus.
Amei a Copa do Mundo da Rússia por ser um apenas um cara procurando alegrias na televisão.
Já estou com saudades. Abriu-se um vazio que não sei como preencher.
Que venha o Brasileirão.
Os dias são longos, as noites, imensas.
Quatro anos e meio até o Catar!
É uma vida. A nossa. A minha.