Falcão, Bin Laden e o homem na lua
Minha cabeça é um liquidificador.
Misturo tudo. Sai uma gosma.
Estou com esse ministro iraniano: Bin Laden morreu faz tempo, de doença.
Ou de velhice precoce.
Os americanos fazem bem em não mostrar provas da sua eliminação.
Pois seria inverossímil.
Só o que desaparece sem deixar marcas pode ter acontecido.
Sem isso não há mito.
Sem mito não tem graça.
Os americanos filmaram a ida do homem à lua.
De que adiantou? Ainda tem quem diga que tudo não passou de uma farsa.
A prova? Aquela bandeira tremulando.
Um leitor garante que antigamente era melhor: não tinha gente como eu para falar asneira.
Tinha...
Para mau entendedor basta uma palavra.
Perco o leitor, mas não a piada.
Perco a piada, mas não o bom senso.
Outro acha que estou sendo extremista ao chamar Falcão de pior treinador do século no Inter.
É.
O século está só com dez anos.
Eu poderia ter dito mais: pior treinador do milênio.
O milênio só tem uma década.
A década do Bin Laden.
Falcão como treinador parece o homem na lua.
Foi. Mas não convenceu a todos.
Sempre há um ignorante como eu para debochar.
Eu quero provas. Provas da morte do Bin Laden, da ida do homem à lua, da capacidade do Falcão como técnico, da paixão da Ana Paula Arósio por mim, do assassinato da Monroe, de que o Celso Roth não voltará.
Por que duvido tanto?
Porque os americanos invadiram o Iraque por causa de armas de destruição em massa.