Estive, ontem, na Feira do Livro da Praia do Cassino.
Que bela feira!
Espaçosa, bonita, cheia de gente depois das dez da noite.
A Praia do Cassino, que eu não visitava havia anos, está linda. Arborizada, pitoresca, com um ar bucólico charmoso, intensa, efervescente.
E que animação: carnaval, alegria e livros.
Lembrei-me da minha primeira ida ao Cassino.
Eu tinha oito anos de idade.
Fomos de Livramento. Era a primeira ida a uma praia de mar. A primeira expedição ultrapassando a lonjura de Rosário do Sul.
Estávamos no restaurante na beira do mar. Meu irmão custava a decidir o que iríamos comer, se é que iríamos. Eu estava verde fome, quase delirando.
Foi aí que vi, pela primeira vez, a minha imagem mais estupenda da vida: na minha frente, a dois metros, como uma miragem: uma morena de uns 18 anos, alta, sorridente, de biquini branco, espetacularmente sensual, divina.
Eu me apaixonei na hora.
A fome me dava vertigem.
Cheguei a pensar que tudo aquilo era uma visão.
E era.
A visão da beleza feminina no seu esplendor.
Nunca esquecerei da Praia do Cassino.
Ela vive no meu imaginário.
Aos oito anos, tive o meu segundo amor platônico.
O primeiro, anos seis anos, foi minha linda professora Eulália, em Palomas, a primeira mulher que eu vi de minissaia.
Obrigado, Carlos e Mauro, por me levaram à Feira do Livro Cassino, acionando minhas lembranças mais deliciosamente infantis.