Felipe Vieira tem novos argumentos na polêmica do Inter (2)
Juremir, vc coloca em sua coluna do Correio do Povo, um titulo instigante, para quem como eu é repórter: O mistério da Engevix. Ontem, aqui no teu Blog tá escrito: "Enfim, a Engevix não pede nada disso. A sua proposta, pelo que se vê até agora, é muito boa, a melhor. Por que o Inter pediu-lhe para se afastar do negócio? Essa resposta não é Felipe Vieira quem deve dar."
O problema é que sou cachorro perdigueiro. Vc provocou e eu fui atrás de respostas. Liguei para um amigo conselheiro colorado muito próximo ao grupo que tu apoias: "Estou com Ibsen Pinheiro, Mário Sérgio Martins, Vitório Pifero e Pedro Affatato." e uma fonte da atual gestão. Pelo que recolhi dos dois sobre o "mistério"... A proposta da Engevix foi levada ao Inter pelo próprio Vitrório Piffero. Que por sinal, não fez nenhuma refrência dessa proposta nos dados apresentados por ele na reunião do Conselho Deliberativo. Estranho isso né, Juremir? Talvez vc fique surpreso! Eu apoio a proposta da Engevix, desde que ela venha com preço fechado e sem meter a mão nos recebiveis do Clube. Não quero saber de dinheiro dos sócios, do marketing, da televisão e principalmente da venda de jogadores em obras. Sabe porque? Porque com todo esse dinheiro arrecadado, o clube é deficitário. (Vou tratar disso mais abaixo)
Juremir, como tu, eu quero seguir ganhando títulos. Mas vamos aos fatos, pelo que apurei nas reuniões entre a atual gestão, o ex Vitório Piffero e Engevix, o Inter pediu "preço fechado". E a empresa que chegou "quando o juiz já tinha levantado a placa da prorrogação" . Disse que não teriam prazo para isso. Deixaram claro também que como a AG teriam interesse no entorno do Estádio. Segundo me disseram fontes presentes a reunião, o Presidente Giovanni Luigi pediu que eles deixassem claro em um documento a proposta deles. Juremir, há horas que parece que apenas essas duas empresas estudaram o projeto "Gigante para Sempre". Não, muitas fizeram isso. O Inter desde Vitório Piffero se reuniu com diversas construtoras e naquela época, sem licitação, optou pela Tedesco. Como tive a oportunidade de ler hoje teu blog, o que sempre procuro fazer, vi a proposta de vários colorados falando em uma campanha de sócios repetindo a construção do Beira-Rio. Gosto da ideia. E nunca entendi porque o Presidente Vitorio Piffero descartou isso quando foi proposto por Conselheiro na administração dele.
Hoje no nosso guru, Hiltor Mombach, está escrito: "O balanço do Inter de 2010 já foi auditado. Segundo um integrante da gestão anterior, o déficit foi de R$ 8 milhões. Segundo outra de R$ 2 milhões." O Hiltor consultou duas fontes da gestão anterior e a diferença é enorme entre elas. Eles não se entendem. Mas eu fiz mais telefonei para um Contador, diretor do Conselho da Categoria, não queria ninguém "contaminado" pelo debate vermelha. Ele não é colorado. Sabe o que ele me disse: " Como assim 2 ou 8? Não existe isso." Falei com ele sobre várias questões debatidas aqui nos últimos dias. Aí ele me disse algo surpreendente: " O Inter fez empréstimos? Então tem que cuidar uma situação. Como eles serão lançados no balanço. Eles podem tirar os R$ 18 milhões do empréstimo. e coloca-los como receitas. Já que esse valor entrou no caixa do Clube. Legal, né? O casal faz um empréstimo no banco. Um fica responsável pelo pagamento. O outro gasta tudo que entrou como receita... Se separam e só um paga a conta do dinheiro que não usufruiu. Deu para entender? O Inter fez empréstimos de R$ 18 milões de emprestimo em 2010, dos quais terá que que pagar R$ 15 milhões em 2011. Genial, não?
É por essas e por outras que fico triste ao saber que tu não vais buscar a resposta para minhas seis perguntas. Mas quem sabe aqueles que tu apoia, com certeza leitores do teu blog, esclarecem eu, vc e teus milhares de leitores. Registro aqui que já conversei com vários deles, afinal os apoiei no mandato do Piffero e não consegui respostas consistentes. Veja mais uma vez que nenhuma pergunta é "irrespoondível". Se eu encontrei respostas para todas tuas indagações, eles tb encontrarão:
1) Juremir, porque não contestaram a nota do nosso Hiltor, que dinheiro foi investido a taxas de 10% ao ano enquanto pagavamos empréstimos a juros de até 30 % ao ano, incluindo o limite do cheque especial do Clube, estourado no final do ano em R$ 3 milhões no mesmo banco?
2) Juremir, porque nos ultimos dois anos entregam um pedido de suplementação de recursos em outubro ou novembro, so dois meses antes de terminar o exercicio, dizendo que há superávit e logo no final do ano o Clube apresenta deficit ? Caso não saibas isso aconteceu em 2009 e 2010. Ahhhh, um detalhe: o Aod nao estava no clube!!
3) Juremir, porque não constestam que, conforme os dados apresentados no Conselho Deliberativo, o clube contratou: 1,4 milhões em empréstimos bancários em 2008; 10,5 milhões em 2009 e 18,7 milhões em 2010? Ahhh, aí não estão descritos os valores do cheque especial do Clube. Sim, como nós(cidadãos comuns) o clube também tem cheque especial e teve que usa-lo apesar de todas as grandea arrecadações dos últimos anos e os empréstimos bancários.
4)Juremir, se tem superavit, porque isso? Lembras das entrevistas do Mario Sergio e Pedro Afattato para o Correio do Povo em dezembro? Elas estão disponíveis pera vc e nossos leitores aqui no site. Todos poderão ver que nelas os dois negando peremptóriamente que o Clube havia tomado empréstimos em bancos. O Aod ainda não estava lá, mas os empréstimos que eles negaram...estavam.
5)Juremir, se o projeto de auto-financiamento proposto pela antiga diretoria para de pé? Porque então 11 (onze) instituições financeiras negaram ao Presidente Vitório Piffero apoio financeiro ao projeto?
6) Se todos os cálculos feitos pela administração passada estão corretos... Porque a Construtora contratada por eles não aceita fazer o preço fechado? Ou seja nós pagaríamos os R$ 158 milhões de reais e eles nos entregariam o Estádio pronto. Porque?
Querido Juremir, obrigado pelos generosos espaços. Se voltares ao tema... Por favor, me convida para novas rodadas de debate. Aprendi muito contigo nesses últimos.
Fraterno abraço,
Felipe