Fidel Castro encerrou o ciclo.
Saiu de cena aos 90 anos de idade.
Na vida, foi libertador e ditador.
Derrubou Fulgêncio Batista e humilhou os Estados Unidos.
O gigante não teve como esmagar o pequeno desafiante.
Fidel acertou e errou. Tentou uma alternativa ao capitalismo que se afundou em contradições.
Conseguiu fazer de uma ilha pobre um país sem analfabetos, com muitos médicos, taxa de mortalidade infantil de dar inveja ao mundo e educação para todos. Em contrapartida, a economia emperrou e a liberdade individual se converteu em utopia. O paradoxo de Fidel é que ele ficará na história como o símbolo de um sonho que morreu.
O sonho da igualdade.
Como se diz, igualdade e liberdade tendem a se contradizer.
Liberais que reverenciavam Pinochet odeiam o ditador Fidel Castro.
Esquerdistas que odiavam Pinochet reverenciam o ditador cubano.
Fidel é um mito.
Na sua lápide poderia constar: o homem que derrotou os Estados Unidos da América.
Mas perdeu para os seus dogmas.