Fiel ao cineasta iraniano
A vida de quem gosta de cultura é um livro aberto.
Sexta à noite, show da Maria Gadu.
Deveria ter sido assim.
Mas usei os ingressos para marcar a página de um livro e não consegui achá-los.
No último mês, trabalhei com mais de 50 livros.
Sábado à noite, cinema. Cineasta iraniano.
Isso é que é gostar de cinema. Sair de casa para ver Abbas Kiarostami.
Sair de casa para ver filme de Oscar é barbada.
Kiarostami não é mais o mesmo. Está bem pior, o que pode ser muito bom.
Filmar fora do Irã não lhe fez bem. Ficou mais parecido com o que os críticos dizem dele.
Nada acontece. E o que acontece não é verossímil. Filme verossímil é de Oscar.
Domingo, churrasco num restarante uruguaio.
Nessas idas e vindas de shows, cinema e restaurante, duas em três vezes encontro o Paulo Brossard.
Temos os mesmos gostos.
Tem gente badalada que nunca encontrei em 30 anos de andanças culturais.
O que será quem veem?
O que será que ouvem?
O que será que comem?
Onde será que guardam seus ingressos?