Fim de polêmica: últimos ecos
Prezado Juremir:
Obviamente, tu tens toda a razão em teu embate com os ruralistas. Concordo plenamente. Inclusive fiz um poema em homenagem ao novo Código Florestal. Deixo abaixo para que tu o leias. Espero que o faças. Obrigado.
Abraços,
A.Reiffer
Parabéns pela defesa e pelo debate feitos em tua coluna, a respeito da "famigerada" proposta de reforma do Código Florestal, idealizada pelo "comunista " Aldo Rebelo. Infelizmente, o chamado movimento social, anda meio aplastado e com reações lentas e difusas. Dá-se o mesmo na minha e nas demais áreas. Tenho confiança de que daqui a pouco isso mude e o povo vá para a rua defender seus direitos.
um abraço
Lucio Barcelos
Juremir,
Sem dúvida, este professor [Paulo Brack, é outro que não conhece a realidade, somente possui teoria e muito menos empatia com o agricultor. Isto não me surpreende. Do jeito que este prof. pensa e tantos outros ambientalistas teóricos, são contrários à agricultura, ou seja, toda a área deveria estar coberta com mato. Estes deveriam viver junto com tribos indígenas da Amazônia, mas não, estão se deliciando com os alimentos produzidos pelos bravos agricultores, sem se dar conta disso. É uma pena, que haja tantos ambientalistas que defendem suas idéias teóricas somente por defender uma ideologia, que trabalham em salas acarpetadas, com ar condicionado, cafézinhos, etc., tudo pago pelos contribuintes, inclusive pelos agricultores que tanto eles combatem. Seria necessário que este professor e tanto outros, tivessem pelo menos um ano de aula prática, com enxada, etc. antes de falar qualquer coisa e não serem guiados somente por uma ideologia. Seria bom que este prof. e tantos outros ambientalistas, fossem expor suas idéias (ideologia ambiental perniciosa sob o ponto de vista da socioeconomia) aos agricultores que eles querem expulsar de suas atividades penosas. A ideologia deste e tantos outros ambientalistas, já conheço muito bem. Tenho certeza que nunca tiveram em mãos um mapa de satélite atualizado e analisar o quanto de mata (secundária, etc.) persiste e até aumentou nos 30 anos, por conta do êxodo rural que estes ambientalistas defendem ao defenderem o Código Florestal do jeito como está.
Claudino Monegat
Muito oportuna a análise feita pelo professor Paulo Brack ( Biociencias da UFRGS) na coluna do Juremir Machado da Silva em 17/07/10 a respeito da votação de projeto que envolve mudanças no Código Florestal. Na semana do Meio Ambiente foi aprovada a proposta feita pelo deputado Aldo Rebelo e se constitui num retrocesso à Legislação Ambiental. A mudança é para pior, pois dispensa a necessidade de ser mantida a Reserva Legal (RL), pequena porção da propriedade onde deve permanecer ecossistemas naturais. No lugar de aumentarem as "Áreas de Proteção Permanentes" das matas ciliares e topos de morro, onde se localizam as nascentes e se vislumbram belas paisagens naturais, estas serão reduzidas pela metade. Repassa para estados e municípios a responsabilidade pelas licenças e pela gestão do patrimônio natural, afinal, de todos nós brasileiros.
Tudo isto para atender aos anseios imediatistas da bancada ruralista. Foram desprezadas importantes opiniões de pesquisadores que trabalham em universidades e centros de pesquisas, ou mesmo setores essenciais da agricultura familiar. O manejo sustentável da RL e algumas atividades de baixo impacto nas APPs, como exemplo: cultivo da erva-mate, espécies frutíferas e extração de castanhas, é permitido na legislação atual. Na RL pode-se desenvolver a pecuária sustentável, em pastagens naturais, a apicultura, a agrofloresta, o turismo rural e o ecológico.
Sem as Florestas não haverá a infiltração da água da chuva e as barrancas dos rios continuarão desmoronando e causando enchentes e mais tragédias.
Como disse o professor: " As florestas e demais ecossistemas naturais devem ser encarados muito mais como um abrigo, protetor da vida para todos, e não como um "inimigo". Basta saber utilizar e conservar, de maneira inteligente."
Elisabeth Karam Guimarães RG-1005988082 Rua Toropi, 126 ap. 401 Porto Alegre RS - professora aposentada - Assinante CP