Geladeiras, Belchior e pavor na direita
Grande Juremir,
falando em justas homenagens à geladeira, lembrei dessa abaixo, composta por Belchior, há muitos anos. Não posso garantir que a transcrição esteja 100%, pois de cabeça eu não lembrava e recorri ao Google. Mas do refrão eu nunca esqueço: “Pra que Deus, Dinheiro e Sexo, Ideal, Pátria e Família, pra quem já tem frigidaire?”.
Grande abraço, parabéns por teu trabalho.
Gustavo Carvalho Franco
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Balada de Madame Frigidaire (composição de Belchior)
Ando pós-modernamente apaixonado pela nova geladeira.
Primeira escrava branca que comprei, veio e fez a revolução.
Esse eterno feminino do conforto industrial injetou-se em minha veia, dei bandeira!
e ao por fé nessa deusa gorda da tecnologia gelei de pura emoção!
Ora! desde muito adolescente me arrepio ante empregada debutante.
Uma elétrica doméstica então... Que sex-appeal! Dá-me o frio na barriga!
Essa deusa da fertilidade, ready made a la Duchamp, já passou de minha amante
Virou super-star, a mulher ideal, mais que mãe, mais que a outra... Puta amiga!
Mister Andy, o papa pop, e outro amigo meu xarope se cansaram de dizer:
Pra que Deus, Dinheiro e Sexo, Ideal, Pátria e Família pra quem já tem frigidaire?
É Freud, rapaziada! Vir a cair na cantada dum objeto mulher.
Eu me confundo, madame! E a classe média que mame se o céu, a prazo, se der!
Que brancorno abre e fecha sensual dessa Nossa Senhora Ascéptica!
Com ela eu saio e traio a televisão, rainha minha e de vocês.
Dona frigidaire me come... But no kids double income! Filho compromete a estética!
Como Edipo-Rei momo, como e tomo tudo dela... Deleites da frigidez!
Inventores de Madame Frigidaire, peço bis! Muito obrigado!
Afinal, na geladeira, bem ou mal, pôs-se o futuro do país.
E um futuro de terceira, posto assim na geladeira, nunca vai ficar passado.
Queira Deus que no fim da orgia, já de cabecinha fria, eu leve um doce gelado!
Mister Andy, o papa pop, e outro amigo meu xarope, se cansaram de dizer:
- Pra que Deus, Dinheiro e Sexo, Ideal, Pátria e Família pra quem já tem frigidaire?
É Freud, rapaziada! Vir a cair na cantada dum objeto mulher...
Mas que trocadilho infame! La vraie Ballade des Dames du Temps Jadis... au contraire!
Gustavo Carvalho Franco
Olá Juremir. Você é um canalha, com todo respeito. Os dois textos que eu queria ter escrito, daquele jeitinho, você foi lá e escreveu antes. Um é aquele do Dunga. E o outro é aquele em que você afirma que a direita está com medo, muito medo. Parabéns, você é genial.
Mudando de assunto, peço conselhos a você, nobre escriba, que consegue a façanha de cravar seis crônicas ou mais por semana, a maioria com qualidade indiscutível. Peço conselhos porque, desde semana passada, estreie meu blog (www.odiario.com/blogs/wilameprado) no jornal onde escrevia uma crônica por semana e agora tenho de atualizá-lo diariamente. Bem poderia ficar jogando besteiras, clipagens e conversa fiada nos posts, mas não quero perder os meus leitores acostumados com as crônicas.
Sonho, um dia, poder ganhar dinheiro com crônicas para jornal, já que, como escritor, estou vendo que é impossível e fazer matéria jornalística cansa, rapaz do céu. Este ano lanço meu primeiro livro de contos pela editora Multifoco. Ganho apenas 5% por livro vendido. Ou seja, se eu conseguir vender 100 livros, ganho a vergonhosa quantia de uns R$ 150 conto hahahaahahah. Mas, enfim, o gostoso é começar a publicar né!
Mudando de assunto de novo, um amigo que é um dos seus maiores fãs, presenteou-me com o livro "Plataforma", de Michel Houellebecq, um autor que, ele me disse, você já traduziu. Sensacional o livro hein! Ainda estou no começo, pois divido meu tempo agora com leitura dos clássicos da Abril que eu assinei, mas posso dizer que estou vendo semelhança entre o aloprado Lucas de "Solo", alucinado assistindo tv, e o Michel, um cara estranho, que não ligou muito para a morte do pai.
Abração!
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Wilame Prado - A Poltrona (www.apoltrona.blogspot.com)
Caro Juremir
Esqueci da grande geladeira na minha lista. Mas, tenho nela( na minha) o Mat-Inset e o lençol elétrico. Fiquei pensando no prendedor de roupas. Abraço de leitor assíduo. Newton
Olá, Juremir
Favor dizer-me o significado do termo "cachorrização", última linha da coluna de hoje.
Abraços
Velercy Klein Morawski
Prezado Juremir
Li hoje tua coluna sobre as mais importantes invenções. Perdoa-me, mas faltou uma.
Uma tia minha dizia que a mais importante invenção de todos os tempos era o fogão-a-gás. Será que ela não tinha razão?
Olha que era um saco levantar às seis horas da manhã, para acender o fogo no fogão-a-lenha. Nunca fiz isso porque na minha casa tinha uma pessoa que fazia. Mas era um problema, não é?
Um abraço,
Marçal.
Juremir, te agradeço profundamente!!!
Preciso te dizer que: Teus artigos são para mim, como uma dipirona quando daquela terrível dor de cabeça. Tão logo os leio, dá uma incrível sensação de alívio. A bem da verdade, me dá uma euforia, adrenalina pura!! (justiça seja feita: a dipirona não me dá isso).
Um grande Abraço
Adriana Castiel - Santiago/RS, cidade que ainda impera o Coronelismo, aqui Sucupira é "fichinha"!!
sobre tua coluna de hoje no cp,19 de maio:lembrou-me uma musica muito adequada ao teu comentario sobre geladeira,é uma balada do velho BELCHIOR,"MADAME GELADEIRA"um grande abraço.TELMO SECCO,são marcos,rs.
Olá Juremir
Eu costumo disser que para as mulheres as grandes invenções foram a pílula e a máquina de lavar roupa. Depois destas duas invenções o mundo foi outro. Pior que já vejo muitas mulheres reclamarem das mudanças que ocorreram nas suas vidas, principalmente depois que elas têm filhos.
Com certeza, a geladeira é o principal eletrodoméstico que existe dentro de uma casa e depois é o chuveiro. Uma vez li um texto do Luis Fernando Veríssimo onde ele escrevia sobre as principais invenções do mundo e, naquela oportunidade, ele citou o cortador de unhas como uma das maiores invenções do homem, pois permitiu que os solitários podessem cortar as unhas sozinhos. Elejo como a melhor invenção (ou descoberta) da humanidade foi a eletricidade.
Abraço
Alexandre