Mais wikipédia (fonte dos opositores de Sand):
Recepção da obra:
Em Isarel: 19 semanas na lista dos mais vendidos. Criticado po Isreal Bartal e Anita Shapira. O livro foi considerado pelo historiador israelense Tom Segev como “um dos mais fascinantes e estimulantes publicados aqui desde há muito tempo”. Segundo ele, o livro promove “a ideia de que Israel deveria ser um Estado de todos os seus cidadãos judeus, árabes e outros, em lugar de se reividicar como Estado judeu e demomcrático”.
Na França:
Ganhou o prêmio Aujourd’hui 2009
O jornalista renomado Jacques Julliard o elogiou: “Livro corajoso e bem documentado que explode o mito de um povo judeu único, que, contrariamente a todos os outros povos teria sido milagrosamente preservado. As conclusões de Sand, que são formuladas com prudência, levam-nos, contudo, para uma única soluçao: a construção de um Israel laico e democrático”.
“A historiadora Mireille Hadas-Lebel criticou a atribuição de um prêmio a livro com informações de segunda outerceira mãos”.
Na Grã-Bretanha
Recepção positiva, exceto por Simon Schama, que ainda assim o considerou “livro do ano”, e Martin Goodman.
No Financial Times, o historiador britânico Tony Judt declarou: «Shlomo Sand escreveu um livro extraordinário Com um texto erudito e simples, ele simplesmente trouxe a história judia para a normalidade”. Eric Hobsbawm: “A invenção do povo judeu é, ao mesmo tempo, bem-vindo e necessário para Israel. Ensaio que desmantela o mito nacionalista, é também uma defesa de um Estado de Isarel para todos os seus habitantes. Talvez livros combinando paixão e erudição não possam mudar uma situação política, mas se pudessem, este marcaria época”.
Nos Estados Unidos.
“Duras críticas da comunidade neoconservadora judia. Ponto mais atacado: a origem khazar. Sand desconstruiu a ideia de um direito de retorno baseado em noções étnicas”.
“Em junho de 2010, uma pesquisa genética, dirigida pelo geneticista Harry Ostrer, da New York University School of Medicine, publicada noAmerican Journal of Human Genetics, afirmou que os judeus têm uma origem comum”. Um artigo publicado em Newsweek « O ADN dos filhos de Abraao" considera as hipóteses de Sand sobre a origem khazar dos askenazes desmentidas pelas análises genéticas modernas”
Mas “o geneticista Noah Rosenberg sustenta que a pesquisa genética, embora não pareça apoiar a hipótese khazar, “não a elimina inteiramente” (…) A pesquisa genética é compatível com o ponto de vita de Sand (…) As populações judias do Oriente Médio teriam sido formadas por judeus da Babilônia e do Império Persa. Em contrapartida, outras populações judias teriam sido formadas por judeus que migraram ou foram expulsos da Palestina ou por pessoas convertida ao judaismo na época “helléno-hasmonéenne”, quando a prática do proselitismo era corrente entre os judeus. Na época Greco-romana, as conversões em massa alcançaram em torno de seis milhões de pessoas, 10% da população do império romano praticava o judaismo”.
Conclusão: ponto para Sand. Com a pesquisa genética, busca-se, mais uma vez, dar uma base biológica para os judeus e para os seus direitos sobre o território de Israel.