Caro amigo, ainda sobre salários que o governo propös a segurança pública de nível media, uma esmola sem tamanho, gostaria que comparasse com um concurso que esta aberto para agente de segurança do tribunal de justiça, 47 vagas, nível médio, salário R$3.533,00. E o estado se diz endividado pelos seus gestores. Robson Cezimbra. Abraço.
Prezado jornalista Juremir Machado da Silva,
não costumo escrever para jornais e/ou colunistas, jornalistas. Hoje, depois de ler a sua coluna, não me contive.
O prefeito Jair Jorge até pode estar utilizando o que se chama "direito de resposta" (belo eufemismo). Você pode até ter-lhe aberto o espaço por vontade própria. Não vem ao caso. O choque foi grande, durante a leitura; não acreditava no que lia, enquanto lia. Refiro-me ao texto [sic "Palavra de Prefeito", hoje publicado em sua coluna.
Em coluna anterior, você foi claro, conciso e preciso, ainda que dentro de seu "estilo" - como diria o Conselheiro Aires - sobre o que está ocorrendo com os professores da rede municipal de Canoas. Nada mais oportuno, em vista do que se o governo está pretendendo, em nível estadual. Quem transita pelo meio educacional sabe muito bem o quanto você foi objetivo e também o valor de excelência informativa que teve sua coluna, no que tange a prestar um serviço de notíciar e divulgar como tinham ficado as coisas em Canoas. Qualquer leitor que não seja analfabeto funcional (hoje são 74%, conforme o IBGE) entendeu, lendo sua coluna, o que está acontecendo em Canoas.
Se eu estivesse com amigos tomando um café, algures pelo centro de POA, e dentre eles estivesse o querido Anibal Damasceno Ferreira, certamente eu o escutaria exclamar-se, com sua voz tênue e rouca: "... mas este Jair Jorge é um cara de pau...".
O mais triste e o mais sério, caro Juremir, é que este episódio lembra os tempos da ditadura militar, especialmente os anteriores ao AI-5. Não se cultiva mais o diálogo. Há assuntos e momentos para os quais o que vale é o gesto autoritário e pronto.
É estarrecedor como tantos filiados do PT, em todos os níveis, estão a repetir com cada vez mais frequência (que agora não tem mais trema no "u") este tipo de autoritarismo. Diálogo? Para quê?
Mesmo dentro da UFRGS, - pasme ! - escutamos coisas do tipo "... se não fizer a lei e não aplicar, a cultura não muda; para mudar a cultura tem de fazer a lei, fazer aprová-la, implantá-la e fiscalizar a obediência" [ esta fala é verídica. Acredite se quiser, escutei isto de uma professora doutora da área de educação, petista "roxa", como dizem. E veja bem, nada contra os petistas, ou contra o PT. Apenas constato fatos. Será oportuno citar-lhe uma "frase-piada" que escutei de um velho colega meu, da Federal de Santa Catarina, que ainda se diz "de esquerda": "O PT foi criado pelo pessoal progressista da velha UDN." Não é uma jóia, Juremir?
Já me alongo, para um e-mail. Se pequei por não me ter contido e lhe ter escrito, salvo-me por não ter perdido o senso de realidade. Se não utilizei o chavão "... na minha modesta opinião, o Sr. Jair Jorge... etc..." é porque, parafraseando Millôr Fernandes, diante de fatos não sou modesto, sou realista.
Agradeço, sinceramente, a atenção que me deu, lendo este correio. E parabéns pela crônica na qual você informou ao público leitor sobre o que estão enfrentando os professores da rede municipal da cidade de Canoas.
Receba minha solidariedade, meu reconhecimento e meu abraço largo e fraternal.
Flávio Oliveira
Músico
Juremir,
Bom Dia !
Muito lúcida a tua coluna de hoje do nosso Correio do Povo.
Abraço
Saudações coloradas.
Luciano Suris Simões Pires
Juremir, a bancariada adorou o texto publicado nesta sexta na
sua coluna.
Brilhante, uma vez que dialoga com o discurso da categoria.
No ato do Cpers e no piquete da Praça da Alfandega, entre a Caixa e o Banrisul,
o jornal passava de mão em mão, sempre com comentários elogiosos.
Enfim, aproveitamos e reproduzimos na página do SindBancários.
Sou o jornalista da Casa dos Bancários, mas o presidente também manda os
parabéns pelo ótimo enfoque que deste na situação das greves.
Att
Milton Simas
msimas@sindbancarios.org.br
Prezado Juremir;
Hoje quase chorei de ler a sua coluna sobre a temporada de greve Tenho uma revelação: a greve não é por salário. Sou funcionário do BB e estou escutando as coisas mais absurdas do povo como:
- Não quer tem quem queira
- Pede pra sair (digna do capitão nascimento)
- funcionário público é vagabundo (sou regido pela CLT)
- Quanto mais ganha, mais quer
Sinto que escuto isso e fico quieto pois por medo de fazer greve e os meus colegas estão lá dando a cara a tapa. Imagina a pressão dentro de mim? Sou um cagão acho pois tenho um chefe perverso que pode arruinar a minha carreira para sempre com um telefonema....sofro de burn out (doença psicologica que tu é sempre colocado para baixo - favor pesquisar mais no google) e sou pressionado diariamente a fazer negócios sem pagamento da comissão por vendas - único caso no mundo que isso ocorre) e assediado moralmente. As metas mudam de hora em hora, o banco não tem nenhuma politica de valorização do funcionalismo e a diferença de um escriturário e do gerente de agencia é de 10 vezes pra mais o salário....choro direto sozinho em casa. A minha namorada e a minha familia sofrem com minha ausencia. A revolta é tão grande do funcionalismo com o banco que essa greve não é por salário como a fenaban e a globo transmite ao público - mas com condições de trabalho...meus colegas tomam tarja preta e fazem terapia (como eu) e estão super endividados....sou engenheiro formado e estou fazendo pos graduação....acho que n sou nenhum funcionário incompetente, tanto que sou um dos melhores funcis da ag.
O clima está tão ruim que posso citar martin luther king:O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons
120 mil famílias no bb estão passando por essa tormenta...nossa data base era 1/set - poxa, não teve um ano para pensar numa proposta decente...5% do salario de um escriturário é bruto 75 reais dividido por 30 dá uma lara de coca cola por dia....isso é ridículo...e chamar bancarios do bb de vagabunco...um lucro de 40% maior que o primeiro sem do ano passado com 6 bi liquidos....se são todos vagabundos que demitem...meu cargo eu trabalho 8 horas mas legalmente seriam só 6 (maiores informações no site do sindbancarios.org) ou seja, trabalho 2 horas dia de graça...são 30 mil colegas trabalhando de graça todos os dias 2 horas....viu de onde vem esse lucro fantástico...fo sangue do povo e dos trabalhadores...e o bb só diz...entra na justiça cobrar seus direitos. Também o banco quer acabar com a cláusula de 3 avaliações para descomissionamento. Nosso salário bruto é 1350 pila, o resto é comissão. Se perder minha comissão estou fudXXXXX. Acabando com essa clausula o gerente pode te falar: se n vender tantos seguros de carro hj eu vou tirar o sua comissão amanhã. Legal né?
Estou escrevendo escondido aqui agora para o meu chefe n ver pois ele está nos cuidando que nem porcos num chiqueiro. Só lhe peço que mantenha sigilo sobre meu nome - obrigado por escutar meu desabafo!.
Bom final de semana!
Parabéns pela crônica Juremir, obrigada!
Ana Campo
Boa noite!
Solicito a atenção dos colegas em relação as greves no estado. Considero importante a divulgação das partes envolvidas: as razões dos grevistas, as propostas apresentadas e é claro a comunidade prejudicada. Segue algumas informações passadas em carta aberta dos bancários.
O terceiro dia da greve nacional dos bancários provocou a paralisação de 7.672 agências nesta quinta-feira, dia 29. Houve aumento de 22,6% na adesão da categoria à paralisação em relação ao segundo dia (28), quando 6.258 instituições financeiras fecharam as portas. Em Porto Alegre e região, a greve também continua tendo novas adesões, tanto nos bancos públicos como privados.
Os bancários entraram de greve por tempo indeterminado na terça-feira, dia 27. A categoria reivindica reajuste de 5% mais a inflação do período. Também pedem aumento nas contratações, fim da rotatividade, melhoria do atendimento aos clientes e fim de metas abusivas. Até agora a Fenaban ofereceu apenas 0,56% de reajuste superior à inflação.
Os maiores bancos lucraram mais de R$ 27,4 bilhões somente no primeiro semestre do ano e ofereceram um reajuste de 8% , o que significa 0,56% de aumento real. Altos executivos chegam a ganhar 400 vezes o piso da categoria. Exigem metas cada vez maiores, impossíveis de serem vencidas. As filas intermináveis nas agências ocorrem porque faltam funcionários. Os juros e as tarifas bancárias no Brasil são as mais altas do mundo. Os bancários querem inclusão bancária para todos os cidadãos, sem precarização, sem exclusão, com qualidade de atendimento, segurança e proteção ao sigilo dos clientes. A luta é para conquistar um emprego decente, com aumento real, valorização do piso, maior distribuição dos lucros, melhores condições de saúde, segurança e trabalho, igualdade de oportunidades e aposentadoria digna, dentre outros itens.
Obrigada pela atenção, aguardo retorno.
Abraço
Rose Guedes Bisch
Caro Juremir,
Ainda temos um cem número de tarefas para hoje: reuniões de avaliação, atendimento à imprensa, preparação de informes para os bancários, organização das atividades para segunda-feira, etc..
Nada neste mundo, no entanto, me parece mais importante neste momento do que lhe agradecer pelo comentário sobre nossa greve.
Nem vou fazer discurso ideológico.
Os seus argumentos são de quem conhece profundamente o sofrimento de uma categoria usada como laranja, espremida até o bagaço e jogada no lixo da previdência social, para que o contribuinte pague o custo das epidemias que nos assolam (LER/DORT, depressão, viciações medicamentosas, alcoolismo, depressão, síndrome do pânico).
Ler seu artigo nas horas finais da primeira semana greve surtiu o efeito de um bâlsamo.
Muitíssimo obrigada por sua lucidez e sensibilidade.
Vamos reproduzir sua fala em todos os meios de divulgação dos quais dispomos, para que o meu agradecimento se multiplique por todos os bancários e bancárias de nossa base sindical.
Cristina Delgado
Presidente do Sindicato dos Bancários de Foz do Iguaçu e Região
Prezado Juremir
Tenho acompanhado tuas crônicas com muito entusiasmo. Estás de parabéns! Referente à publicada em 01/10/11, "Opinião de prefeito", seria interessante trazer à público a opinião dos professores do município de Canoas sobre o tema. No que se refere à não competitividade entre colegas, chegaram-me informações contrárias, dando conta de que os profissionais, em algumas escolas, estariam sendo expostos nas reuniões pedagógicas com o argumento de que suas faltas ao trabalho, índice de reprovação (entre outras coisas) estariam contando negativamente para os demais colegas e até mesmo para a escola. Tal situação tem criado um ambiente bastante negativo nos grupos e, de quebra, parece-me inconstitucional. É lícito o excesso de faltas de um professor prejudicar a ascensão profissional dos colegas? Parece-me que não. De qualquer forma, como professora que sou e pessoa atenta ao momento social e político, percebo que o caminho em direção à meritocracia é irreversível por tratar-se de uma forma de os governos economizarem com o pagamento dos salários, visto que as promoções estarão subordinadas a vários fatores, dentre eles o índice de aprovação obtido pelo professor. A meu ver, será uma excelente maneira de acabar com tais fenômenos sociais complexos que têm colocado o Brasil nos mais baixos rankings do cenário mundial; tais dados, além de envergonhar o país, atestam a incompetência e o descaso com que a educação pública, note-se bem, vem sendo tratada. Cabe salientar que as escolas particulares, mesmo obedecendo à lei, já estão articuladas para impedir que seus alunos cheguem ao 3º ano do Ensino Fundamental sem estarem alfabetizadas, como está acontecendo no município de Gravataí onde trabalho. Resumindo: as classes populares, tão caras aos governantes, continuam sendo excluídas do direito mais básico de todo ser humano, o acesso à uma boa proficiência linguística em sua língua materna. A situação do analfabetismo funcional só tende a piorar e, com isso, continua a reproduzir-se a nossa velha e já bem conhecida estigmatização das classes pobres. Como cética que sou, embora lamente, não acredito na boas intenções do referido projeto, pois aqueles que o idealizam, são iletrados e mau intencionados, cabendo-lhes também uma boa dose de cinismo. E certamente mantêm seus filhos estudando nas escolas mais renomadas do país.
Um abraço e continua com teu bom trabalho!
Parabéns pelo texto “Tradições Cruéis”.
Muito, muito bom. Gostei demais.
Convidei vários amigos para ler.
Jacques
Prezado Juremir, parabéns pelo seu artigo de título acima... Sou bancário da Caixa Econômica Federal e também dirigente sindical do Sindicato dos Bancários de Cascavel e Região, em Cascavel-Pr. É muito bom ver que ainda existem pessoas sensatas e que entendem a grande desproporcionalidade de forças entre o Capital e o Trabalho...
Como vc disse, nenhuma greve é prazerosa... Infelizmente temos sido forçados, ano após ano a utilizar deste recurso!!!!
Bom final de semana
Att
Reginaldo Filus
Achei providencial a coluna no correio do povo do dia 30/09/11, acho que nao lembrou de um item muito importante quanto aos bancos.
O serviço dos bancos deveria ser igual ao comercio em geral, com isso oferece serviço com horario mais prolongado oferecendo mais empregos a população. Sugestão aos banqueiros, realização de dois turnos de trabalho e com isso melhor atender aos clientes.
Armindo Restelato - Concórdia SC
Caro Juremir,
Lemos em voz alta, babando de satisfaçao, o libelo acusatório que vocë publicou no Correio do Povo de 30/09/2011, sobre a greve de bancarios e carteiros e, principalmente, a luta dos(as) professores(as) pelo pagamento do piso.
Foi ânimo na veia para nós, bancarios grevistas na base territorial no nosso sindicato.
O texto está sendo repercutido em todo o Brasil.
Pelo dito, e sabemos que é a exata expressão do que voce pensa sobre os temas, milhares de novos leitores passam a te admirar... Quem tem o habito de lê-lo diariamente já o faz.
É lamentável tão poucos comunicadores tenham a coragem e a lucidez que voce demonstra.
Cumprimentos, extensivos ao João Luis Xavier, pela arte.
Abs
Juarez Braga Zamberlan
Boa tarde, quero parabeniza-lo pela sua sábia coluna no dia de hoje, 30.09.2011, à respeito das greves. Parabéns. Gostei demais do último paragrafo, o senhor foi sutil. Um abraço e boa tarde. Tina Araujo