Juremir Machado da Silva

História regional da infâmia

História regional da infâmia

A  revolução farroupilha foi reinventada nos anos 1930.
Criou-se um mito cívico-militar.
Os festejos viraram obrigação depois do golpe militar de 1964.
Os farroupilhas em tudo lembram as Farc.
Salvo na ideologia.
Sequestraram, mataram, saquearam e criaram um território insurgente dentro do Estado de Direito.
Tudo por considerarem injustas as medidas fiscais e tributárias do governo central.
Qual a diferença em relação às Farc e ao MST?
Boa da população do Estado não apoiou os rebeldes.
Porto Alegre nunca foi farroupilha.
O governo central deixou rolar por alguns anos.
Depois, achou, como Álvaro Uribe na Colômbia, que era hora de acabar com a anarquia.
Mandou o exterminador de negros Caxias liquidar a fatura.
Os farroupilhas usaram e trairam os negros.
Colaboraram para a exterminação de parte deles em Porongos.
As tentativas de eliminar essa mancha são pífias.
Os farrapos, ao contrário do que afirmam alguns, entregaram os negros restantes ao império.
Esses negros foram levados para o Rio de Janeior.
Em meu livro, conto o destino deles.
Ao final, os farrapos receberam o bolsa revolução.
Bento Gonçalves foi o primeiro da lista.