Juremir Machado da Silva

História regional da infâmia na Feira

História regional da infâmia na Feira

Eu acredito na verdade.
Sei que nem sempre se chega a ela.
Sei que, muitas vezes, há controvérsia e disparidade de interpretações.
Outras vezes, chega-se a um ponto incontestável.
Um historiador deve ter um único compromisso: buscar a verdade.
Foi o que fiz em História Regional da Infâmia, o destino dos negros farrapos e outras iniquidades brasileiras, ou como se produzem os imaginários.
Foi o que fiz em 1930, águas da revolução.
Autografo História Regional da Infâmia, hoje, a partir das 18h30, na Feira do Livro de Porto Alegre.
Foram mais de três anos de trabalho.
Mais de 15 mil documentos debulhados.
Mais de 200 livros lidos.
Dezenas de pesquisadores ouvidos.
Centenas de horas de telefone em conversas com outros pesquisadores.
Uma viagem aos Estados Unidos para dialogar com Spencer Leitman, um dos maiores especialistas em Revolução Farroupilha.
E tantas noites de reflexão solitária e leitura sem fim.
Um historiador não pode deixar de dizer o que descobre por medo de prejudicar uma imagem ou fazer mal ao seu país, ao seu lugar, aos seus contemporâneos.
Domingos José de Almeida, cérebro da revolução farroupilha, temia ser morto se contasse tudo o que sabia.
Não temo ser morto.
Nem agredido.
Nem constrangido.
Fiz o meu trabalho.
Com paixão.
Espero compartilhá-lo com vocês.
Assim como espero compartilhar "1930: águas da revolução", cuja sessão de autógrafos na Feira será dia 12, às 18h30.
Para aqueles que querem gastar menos e ler romances, ofereço, na barraca da Sulina, cada exemplar da minha Trilogia de Palomas, a dez reais. Profissão de fé de um amante dos saldos, dos balaios, dos baixos preços.