Três anos de pesquisa.
Mais de dez mil páginas de documentos lidas.

Entrevistas, viagens, livros e um mergulho na vida de Jango.
No centro de tudo, a questão:
Jango foi assassinado?
Para dar a resposta, visitas a prisões de alta segurança, encontros com homens, como Volnei Correia e Mario Neira Barreiro, que escreveram um livro, jamais publicado, mas lido e relido por mim, sobre a chamada Operação Escorpião, a operação para eliminar o ex-presidente brasileiro derrubado pelos militares em 1964.
Como foi a vida de Jango no exílio?
Como surgiram as narrativas sobre seu assassinato?
Tudo está nessa pesquisa que investiga as raízes do golpe de 1964, a participação dos americanos na trama que levou o Brasil à ditadura, o perfil de Jango – presidente fraco ou reformista de visão? –, o papel da mídia e da classe média na criação das condições para o golpe e o horror da repressão.
Repressão violenta e implacável que começou junto com o golpe de 31 de março/1º de abril de 1964.
Sinto-me com a sensação do dever cumprido.
Eu fui ao fundo do passado recente para saber quem foi Jango, como viveu e como morreu.