Juremir Machado da Silva

Jango, a vida e a morte no exílio

Chega às livrarias nesta segunda-feira meu livro "Jango, a vida e a morte no exílio" (L&PM).

Três anos de pesquisa.

Mais de dez mil páginas de documentos lidas.

Entrevistas, viagens, livros e um mergulho na vida de Jango.

No centro de tudo, a questão:

Jango foi assassinado?

Para dar a resposta, visitas a prisões de alta segurança, encontros com homens, como Volnei Correia e Mario Neira Barreiro, que escreveram um livro, jamais publicado, mas lido e relido por mim, sobre a chamada Operação Escorpião, a operação para eliminar o ex-presidente brasileiro derrubado pelos militares em 1964.

Como foi a vida de Jango no exílio?

Como surgiram as narrativas sobre seu assassinato?

Tudo está nessa pesquisa que investiga as raízes do golpe de 1964, a participação dos americanos na trama que levou o Brasil à ditadura, o perfil de Jango – presidente fraco ou reformista de visão? –, o papel da mídia e da classe média na criação das condições para o golpe e o horror da repressão.

Repressão violenta e implacável que começou junto com o golpe de 31 de março/1º de abril de 1964.

Sinto-me com a sensação do dever cumprido.

Eu fui ao fundo do passado recente para saber quem foi Jango, como viveu e como morreu.