Carnavalização do mundo.
Morreu o ditador da Coreia do Norte, aquele sujeito que andava sempre fardado e de óculos de sol.
Parecia pronto para desfilar no carro alegórico da Beija-Flor.
Há uma discussão sobre o seu local de nascimento: na Sibéria ou na montanha sagrada da Coreia?
Acho que foi em Nilópolis, filho de um bicheiro com a mulher do fundador da dinastia comunista coreana.
A biografia do King Jong-Il diz que quando ele nasceu surgiu uma estrela no céu e dois arco-íris.
Deve ter sido escrita por Paulo Coelho.
Joãosinho Trinta nasceu no Maranhão.
O Maranhão é uma Coreia do Norte com um ditador de fardão.
Pouco gente foi até agora ao velório de Trinta em São Luís.
Acontece que ele era mais carioca do que maranhense.
Algo me diz que Joãosinho Trinta foi o carnavalesco que inventou o desfile militar da Coreia do Norte.
Já foi nomeado o sucessor do falecido. É o seu filho mais novo.
O mais velho foi descartado por ter sido pego tentando visitar a Disneyworld.
Uau!
Outro foi afastado da linha sucessória por ter jeito de biba.
Ops, com o perdão do politicamente incorreto.
Na Coreia do Norte, homossxual não tem mole.
O comunismo é moralista e retrógrado sexualmente.
Imagino o encontro de Joãosinho Trinta e King Jong-Il do outro lado:
– E aí, camarada, você veio direto do ensaio da escola? – pergunta Trinta.
– Camarada? Você é comunista? – espanta-se o coreano.
– Sou socialista, do socialismo moreno, socialismo mulato, com Neguinho da Beija-Flor de porta-voz.
– Não estou entendendo.
– Você não me é estranho, camarada. Já te vi em algum lugar. Quem desenhou essa sua fantasia barroca e maneira? Foi o Paulo Barros, não foi? É bem coisa dele isso de paródia. Ou foi o alfaiate do Sarney?
– Foi a tua mãe.
King Jong-Il nunca foi de levar desaforo para casa.