- Por que as livrarias Cultura, Fnac e Saraiva não colocam meu livro História regional da infâmia, o destino dos negros farrapos e outras iniquidades brasileiras, em pilhas nas suas lojas de Porto Alegre?
- Aliás, eu me pergunto sobre certas livrarias muito mais: por que um livro editado em Porto Alegre precisa ser comprado por São Paulo para ser vendido na capital gaúcha?
- Por que meu livro Corruptos de estimação, que já está em segunda edição, não figurou jamais nas estantes de novidades dessas grandes livrarias de Porto Alegre?
- Não discuto minha insignificância, cuja enormidade é atestada por qualquer um. Mas, dado que sou obrigado a responder dezenas de e-mails diários sobre onde encontrar meus livros, fico com a impressão de que uma boa resposta seria "nas livrarias" dos shopping.
- Faz muito tempo que desisti de livrarias. Compro pela internet. Vendo em palestras e nas ruas. Grandes livrarias cobram caro, só se interessam por best-sellers aguados e autoajuda e tratam livros como sabonetes.
- As livrarias me ignoram. Eu não as frequente. Salvo, por esnobismo, em Paris.
- Meu ressentimento é ilimitado. Não faço questão de escondê-lo. Maior do que meu ressentimento, só minha inveja. Sou incorrigível. Nada mais me salva dessa mágoa que me transforma num ser desprezível.
- As grandes livrarias só leem a Veja.
- O Brasil é bizarro: editoras colocam preços exorbitantes em e-books, cujo custo de produção é mínimo.
- Por que falo isso? Só para implicar. Obviamente.

Libelo contra grandes livrarias
Todo ano, em setembro, tentando contribuir para a intensidade dos festejos farroupilhas, eu me pergunto: