Luc, impostos e outras dos leitores
Recados de leitores da minha coluna no CP:
Bah, cara! Uma crônica do arco: a força de um romance dentro duma crônica; acidez, ou ironia ácida, e, pasmo eu, coisa difícil em crônica, uma profundidade enviesada, seja lá o que isso for: “Luc, Nicolas e Carla”, Correio do Povo de hoje... Abraços.
ERON DUARTE FAGUNDES
DIVISÃO DE TELECOMUNICAÇÕES/AT/CEEE
Acho que quando se fala contra impostos o assunto ecoa bem na classe média, entre outras coisas, porque impostos são um saco de gatos. Há a situação do quase insonegável imposto sobre o salário (Imposto de Renda?) ,onde o desconto é direto na fonte e o indivíduo não ve a côr do dinheiro, e existem situações onde as empresas ficam com os recurssos pagos pelo contribuinte e deveriam repassar integralmente ao estado, ICMS. Se um bugio assalariado resolver atochar despesas médicas e cair na malha fina tem de apresentar recibos de 5 anos pra trás. Se um arrozeiro vender seu produto sem documento toda uma cadeia de atacadistas e varegistas necessariamente estaram sonegando pois não terão como dar entrada na mercadoria. Em poucas semanas o arroz será consumido e o resíduo e prova de que existiu vai por agua abaixo no vaso sanitário. Se por acaso for pego alguma remessa o proprietário tera de pagar o icms mais uma multa de 120% do icms que, se paga em 30 dias, abate 50%. Ou seja com 2 carregamentos sonegados dá prá pagar a multa com lucro.
Não é fácil pro assalariado de classe média ver parte do seus recurssos subtraídos para um estado que não lhe dá segurança e proíbe que tenha armas pra sua defesa levando para as empresas de segurança e cercas elétricas. E não é dificil imaginar um pai classe méddia (maioria branca) pagando escola particular sonhando com universidade pública furioso com sistema de cotas.
Todos os direitistas querem o Estado Mínimo, para os outros. O fato é que todos nós precisamos do Estado e temos de sustentar o Estado. Ta ná hora de guiar esta discussão de impostos para saber quem carrega o fardo maior e como os recurssos são gastos.
Abraços Eubiratan B Medeiros
Prezado Juremir,
Somos assinantes do Correio do Povo e lemos diariamente com atenção sua coluna. Uma vez que ela aborda os mais diversos assuntos, queremos dar uma sugestão.
No momento, um dos assuntos na mídia é o “bullying” e os seus resultados nefastos entre os jovens nas escolas. Já houve até morte! O Correio de hoje informou que a Assembléia Gaúcha aprovou um projeto de lei “antebullying”! Mas em nenhum lugar encontramos alguma informação de que se trata! Um aluno de uma escola bem conceituada em Canoas de nível médio assistiu a uma aula sobre o respeito devido às crianças nos hospitais e de repente o assunto veio a ser o “Bullying”. Ninguém sabia de que se tratava nem a professora. Ele então explicou que se trata de um jogo de videogame (Playstation 2) que tem como figura principal um rapaz chamado Bully e que vive num Internato nos Estados Unidos. O jogo existe somente em inglês (quer dizer: quem não sabe inglês nem consegue explorar o jogo direito)! Mas dá para deixar o rapaz fazer horrores. É extremamente agressivo: briga, espanca, usa diversos “instrumentos” para atacar os outros, invade a ala das meninas, anda numa moto observando nenhuma regra, joga ovos, esvazia extintores e assim por diante. Em resumo: um comportamento totalmente anti-social.
Nós conhecemos o jogo, porque nosso neto já apareceu com o mesmo aqui em casa.
Queremos dizer o seguinte: não adianta aprovar leis para disciplinar uma situação negativa, se não existe antes alguma prevenção e entendemos que a mídia tem nisto uma grande responsabilidade. Muitos pais, satisfeitos que seu filho/sua filha está jogando seu videogame quietinho(a) no seu canto, não se dão conta que, debaixo dos seus olhos mas sem eles saberem, está se criando um “Bully” em potência. Aliás o “Bully” não é o único game violento que se pode adquirir em qualquer esquina por R$8,00 / R$10,00! Existem outros que dão verdadeiras aulas de violência e crime. É triste ver que nossa juventude “se diverte” jogando este tipo de “jogos”. Depois a gente se lastima por viver numa sociedade violenta!?!
Esperamos que o senhor de uma ou outra forma possa tocar este assunto adiante! Nós nos sentimos obrigados para darmos esta contribuição para uma sociedade melhor!
Obrigado!
Gerardus Somers
Terezinha Somers
Rua Mal. Rondon, 1189
92120-210 CANOAS-RS
Olá Juremir, tudo bom? Aqui é o Fred Bazanella de Frederico Westphalen, RS. Estou lhe enviando este e-mail para parabeniza-lo pelas boas matérias que escreve no artigo do Correio do Povo. Já encomendei teu livro, estou ansioso para poder ler. Tu bem que poderia vir a Frederico W. palestrar na URI - CAMPUS DE FRED. WEST.
Valeu Juremir, Parabéns pelo teu trabalho!!!
Para o Juremir. concordo contigo no que respeita aos impostos. Tua matéria de hoje, dia 26/05/2010, foi direto no ponto crucial Parabéns. Marco Menezes
Os mais abonados, teimam em comemorar o dia sem impostos...acho que junto teriam que comemorar um dia sem governo, sem postos de saude, sem SUS, sem estradas, sem escolas das series inicias as faculdades, sem a policia, sem o exercito, sem o judiciario ...e ai vai, ver a zorra que ia dar. mas se é isso que querem...
abraço. Nilso Jose Turchetti, Jaguar-i RS
Juremir,
Acabo de ler tua coluna de hoje e concordo plenamente. Devemos pagar impostos para receber serviços adequados, o problema é a contrapartida inadequada! Principalmente porque parte considerável dos recursos públicos esvai-se pelos canais da corrupção! E mais Juremir, viro um pouco minha cara quando os liberais começam com discursos liberalistas e privativistas, na máxima que o privado investiria melhor os recursos. Tudo bem até pode ser verdade, mas só que depois quando quebrarem- vide exemplo dos bancos com a crise recente- não corram a buscar recursos públicos para se salvarem!!!! Ou seja, quando estão bem o governo atrapalha, mas quando estão prestes a quebrarem, correm para as saias do governo! Aí não tem graça!!!!
Abcs
Attilio
Juremir: Não costumo fazer este tipo de contato, apesar de te ler todos os dias, e muitas vezes me sentir instigado a fazê-lo. Então, muito rápido, como convém em época de velocidade pós-moderna, duas coisas: 1º - meus efusivos parabéns pela coluna de hoje, "Dia sem impostos". É tudo o que penso sobre o tema, e como foi bom ver isso tão talentosamente comunicado por ti; 2º - pequena curiosidade: Luc Ferry é descendente do grande Jules Ferry, homem da educação na França da 3ª República, arquiteto da formação da consciência republicana do cidadão no Hexágono, pelo trabalho do "instituteur" na escola, em contraposição à antiga formação influenciada pelo cura católico, construção tão bem retratada nos filmes "La Gloire de mon Père" e "Château de ma Mère", de Claude Berry, baseados na obra de Marcel Pagnol ?
Grato.
Carlos Alberto Alves Marques
Nossa equipe docente agradece a sensibilidade deste cronista em expressar com realismo e verdade nossa situação profissional, apoiando nossa classe tão desvalorizada na sociedade. Com carinho: Professores da EEEF Lindolfo Silva
Meus parabéns, Juremir, pela desmistificação daquilo que, como dissestes, já vinha querendo se cristalizar como uma verdade, mas, não passa de um sofisma, o Dia da Liberdade de Impostos. Precisamos de 365 dias de Liberdade de Impostores.
Abraço.
Max