Mais polêmica sobre cachorros (2)
Prezado professor,
Apesar de leitor diário de sua coluna no CP, não sou dado a fazer manifestações sobre os ótimos artigos que leio. Todavia, a coluna da semana passada brilhantemente completada com a de hoje, me induz a enviar-lhe meus parabéns pela lucidez como o assunto é focado. Tenho a impressão e não sei se tenho a concordância do professor, que, além de problemas mentais e psicológicos das pessoas ali retratadas, a sociedade brasileira enfrenta hoje, também, um disvirtuamneto das entidades integrantes dos movimentos sociais, que tudo buscam criminalizar em defesa de minorias e dos animais, perdendo o senso do ridículo e o próprio bom senso, pois, canalizam suas energias e ações em busca da notoriedade por atacarem pessoas que só atuam de forma normal sem cair na ridicularidade do politicamente correto e, talvez, ajudando mais aos necessitados do que esses ditos defensores dos animais.
Com a sua devida licença, assino junto as duas colunas.
Aproveito para também agradecer pelas ótimas colunas nas quais sáo abordados outros . assuntos, sempre com fina ironia e apurado senso crítico.
Respeitosamente,
Luiz Carlos Quadros
Juremir, pela idade, me sinto a vontade para te “tutear”. Pois é, passei a te admirar desde que assisti uma palestra tua, na ULBRA, ainda nos primórdios do curso de jornalismo daquela universidade. Não só pela clareza das tuas exposições, mas, principalmente, pelos teus “trocadalhos do carilho”. Hilários! Ponto alto, quando falaste sobre Pedro e explicaste que era do Demo e não do Lúcifer. E, cá entre nós, muitos professores seguem o “anjo caído” ao invés do nobre educador.
Hoje te escrevo motivada pelas tuas duas crônicas últimas sobre animais veiculadas pelo Correio do Povo. Concordo com os exageros que apontaste na primeira, mas, discordo da última. Ela mostra o ponto que eu critico: o sentimento de superioridade dos homens sobre as demais criatura. Entendo que o universo é uma grande máquina que precisa de todas as suas peças para um funcionamento perfeito. Nenhuma é mais importante do que outra. Nós, humanos, somos classificados pela nossa ciência como do topo da cadeia alimentar. Mas é só um ponto de vista. Isso não nos põe como a razão da vida. Se somos parte, os animais também o são e, tão somente por isto, precisam ser respeitados. Nós desenvolvemos cérebro que nos dá astúcia e também utensílios que potencializam nossas forças e, sobre este arsenal, eles, como também nossas crianças, não tem defesa. É preciso vê-los como nossos irmãos no Criador e, por isso, protegê-los de todas as mazelas que alguns humanos os submetem e maltratam. Eles não tem foro, tribunais de proteção ou qualquer outra forma de organização como nós humanos nos valemos.
Sob o aspecto saúde, respiramos todos o mesmo ar. A saúde deles é um item para garantia da nossa. De nada adianta chutar um sarnento, pulguento e outros “entos” na rua. Para não nos contagiar é bem mais eficaz tratá-lo.
Amo meus cachorros sim. São 6 no pátio. Amo meus cachorros como amo alguns vizinhos, alguns parentes, meus amigos. Do lado de fora da cerca da minha casa, tem potes com ração e água para os animais andarilhos e, quando vejo algum doente, levo ao veterinário para o diagnóstico correto de seu mal e depois ministro-lhe os remédios. O que me dói é não poder fazer nada com os cavalos maltratados nas carroças, com os passarinhos engaiolados para deleite de algumas residências, com os jardins zoológicos. Por mim, todos seriam livres para procurar comida, acasalar, decidirem seus caminhos e caberia a nós, pensantes e engenhosos, proporcionar-lhes o ambiente favorável.
Saudações
Helena.
Juremir, tenho certeza que não existirá por muito tempo, no mundo, uma resposta tão devastadora, tão irrespondível, como a que escrevestes na tua coluna de hoje "Meus Sustos". PARABÉNS pelo CHOQUE dado aos "amantes dos cachorros". Mil vezes parabéns. Essa gente tem que adotar é criança, não bicho!!
Giovani
Olá, Juremir!
Acompanho você todos os dias, durante meu café da manhã (não saio para o trabalho sem antes ler o que você escreveu). Sou professora de escola pública estadual e inúmeras vezes já vi em você um porta-voz da nossa categoria. Fico muito indignada com tantas injustiças que rondam nossa maravilhosa nação e, por isso, levo o jornal para a sala de aula para refletir com os alunos sobre os acontecimentos políticos pois, apesar de estar há mais de 20 anos no magistério, continuo idealista e penso que podemos fazer alguma coisa para mudar essa realidade.
Mas, infelizmente, a midia, diga-se televisão, tem entrado em todos os lares para mostrar uma programação "pobre" e até irresponsável. Cito como exemplo o BBB. Hoje recebi um e-mail que retrata o meu sentimento em relação ao programa e divido com você,pois é muito criativo.
Um grande abraço,
Marli Deuner
Porto Alegre