Mais polêmica sobre cachorros (3)
Sr juremir, li sua coluna data de hoje não pude me calar.
Suo defensor árdua dos animais absndonados, (não por vontade deles mas dos homens),
Acredito que sua linha de pensar tenha sido erroneamente direcionada. As forma como a relação humana se encontra
se deve a incapacidade da propria raça humana zelar pelos seus . A condição lástimável das pessoas é fruto do abandono das entidades, grupos e individuos, ( politicos ou familiares), prontos para cometer qualquer ato em beneficio próprio e sem o mínimo de escrúpulo. Não condene as pessoas que que guardam e protegem seus animais. Quem tem, tenque cuidar.
Já é científicamente conprovado a eficácia de tratamentos com animais, (estress, anciedade), cito tambem a a ecoterapia. Mentes que se relacionam bem com bichos se relaciona bem com pessoas. As barbaries que os homens cometem com seus semelhantes não pode ser comparada a crueldade que a mente humana é capaz defazer com animais indefesos. Talvez o senhor nunca tenha presenciado nada assim mas , se por ventura um dia ver, vai me dar razão.
Sr juremir, está na hora do senhor afrouxar a gravata e rever seus conceitos. Me perdoe mas assim eu penso.
Marcos Luiz Rahmeier
São carlos S C
Meu caro Juremir.
Concordo contigo integralmente sobre o problema que abordas hoje. (Excelente o artigo, como sempre)
Ia te escrever semana passada, quando falaste dos pitbulls da vida, mas passou.
Como voltas ao tema e há os que te criticam, aqui vai meu aplauso.
Esses críticos talvez nunca tenham ido ao Marinha do Brasil, e encontrado essas
verdadeiras feras que nós, simples mortais, tememos quando elas passam. Ou talvez sejam
exatamente aqueles que as conduzem e nos olham – nós que, solitários, queremos apenas caminhar -
com olhar de reprovação e/ou ameaça.
Fraterno abraço,
Celito
Caro Juremir:
Confesso que a mim me preocupam os teus sustos. Porque, quando te referes a quem gosta de animais, insististe, repetidamente, em usar a palavra “só”. Como se ter esse dom da natureza, de apreciar o que Deus nos proporcionou, fosse nossa exclusiva tendência e vocação.
Não, não. Confundiste as coisas. Nem só de pão vivemos. Nem só de animais gostamos. Temos, sim, muitas outras predileções e os mais variados entretenimentos. Possuir e curtir um cãozinho é apenas uma das tantas delas. Portanto, não é esse teu “só”, sutilmente empregado, mas que, a mim, não passou despercebido.
Confesso, por outro lado, que defendas o gênero humano com tamanha veemência, quando o que se vê e o que se constata são contínuas barbaridades em todo e qualquer recanto do globo.
Claro que me apiedo de crianças desprovidas de tudo, do mínimo de dignidade e compatível com o gênero humano. Mas, por isso mesmo, não foram os animais ou os cachorros que deixaram essas crianças nestas situações deploráveis de miserabilidade. Foram as criaturas humanas. Nós todos.
Guerras, bombas atômicas, paredões, cárceres terríveis para quem for contra o regime político vigente, torturas, vietnames, iraques, hiroshimas e nagazaguis, tudo invenção do Homem na sua pior formatação. Ou, por acaso, foram os animais que fabricaram esses inventos malignos?
Sem contar, as concorrências desleais, as corrupções, a briga pela beleza ou por ibopes da vida. Dólares nas cuecas, mensalões, berlusconis, padres pedófilos, religiões dinheiristas, todo o descaso e hipocrisia que grassa pelo nosso comportado mundinho humano...
Não se pode entender como uma pessoa com o teu intelecto e tuas origens de campanha, se revele, tão drasticamente, contra cachorrinhos e seus apreciadores. Ou não te dá pena ver muitos deles atirados pelas ruas, desprezados e defenestrados pelos seres humanos?
Aos que acham que crianças precisam ser adotadas, se recomenda e se sugere, que sejam os primeiros a tomar essa atitude. Será um ato nobre, meritório, altamente louvável. Quem sabe se derem o exemplo, tantos outros os seguirão. Só assim, se poderá defender pontos de vistas escusos, fáceis na teoria, mas, absolutamente inexeqüíveis e não factíveis na prática.
Da minha parte, procuro realizar o maior número de caridade e contribuições que meus limites permitem. Amo o meu próximo e amo os animais, que, são, antes de tudo, os anjinhos que nos cercam e nos fazem tanto bem – e, certamente, com a recíproca, de nós a eles. O meu, agora, por exemplo, está deitado ao meu lado, um grande e querido amigo!
Na verdade, Juremir, tu deves pensar parecido. Ou quase. E a maior das verdades, queiramos ou não, é que “o homem é o único animal que não deu certo”. Somos os piores de todos!
Abraços do Jorge Borba
Estimado Juremir,
Leio tua coluna todos os dias e nem sempre concordo com teus pontos de vista, mas os respeito.
Quando li tua primeira coluna sobre animais de estimação pensei em escrever e relatar alguns absurdos que ocorrem aqui nos Estados Unidos onde existem aqueles comerciais que antigamente pediam 10 dólares por mês para sustentar uma criança nos países pobres e agora vejo comerciais bem preparados, emotivos, com musica de fundo, com artistas famosos pedindo dinheiro para salvar animais sem dono e até aqui ainda posso aceitar. Mas no fim vem o ridículo: Prometem te mandar uma foto por mês do cachorrinho (igual aos comerciais onde te mandam uma foto de uma criança pobre sustentada pelos teus 10 ou 20 dólares doados).
Imagino que quando o doador recebe esta foto deve pensar: “O mundo esta salvo. Fiz minha parte.”
Agora, a coluna de hoje é um primor e deveria ser parte do currículo escolar e ser colocada em todas as salas e escritórios públicos, ser recitada depois do hino nacional (e do Rio Grande, claro) em todos os eventos.
Até onde chegam as pessoas que trocam os animais pelos seres humanos. Não tenho nada contra ter bichinhos, cuidar dos bichinhos, etc. (tenho amigos que fazem tudo o que esta relatado na tua coluna e MAIS, compram presentes de natal para o cachorrinho, como se não existissem bilhões de crianças sem presente de natal) mas temos que olhar as prioridades. Enquanto tivermos uma criança sem lar, passando fome, ela passa a ser prioridade sobre qualquer animal.
Olha os jornais, sempre tem anúncios, reportagens de animais que precisam de um lar (da uma olhada, só pra tirar duvidas. A ZH é campeã nisso), pedindo para que a população adote o cachorrinho ou gatinho. Vai para as manchetes e são capa de jornal as noticias de uma baleia que encalha e lá se vão centenas de pessoas molhar o bichinho enquanto ao lado, pode estar morrendo uma criança por não ter comida.
Se quiser usar este comentário, favor não usar meu nome. Pode ser que minha opinião não seja a mais correta, quem vai saber o que passa pela cabeça do ser humano.
Se um dia precisar de qualquer informação daqui de Miami, fico a disposição. Sou de Arroio do Meio (morei em Lajeado quase toda minha vida) e vivo em Miami (legalmente, por se acaso) já fazem uns 25 anos.