ASSOCIAÇÃO DOS USUÁRIOS DE RODOVIAS - ASSURCON/RS
Manifesto, por enquanto quase solitário.
Será que terá que partir novamente da Serra Gaúcha a iniciativa de mostrar para o Governo Estadual, agora então, do Governador Tarso Genro, que as tarifas de pedágios propostas e que estão sendo cobradas, não condizem com a realidade admitida pelos usuários de rodovias?
A CPI dos Polos de Pedágios, em 2007, comprovou que havia um superfaturamento de quase 40% nas tarifas de pedágios e que permaneceu até atualmente ou seja, com o término dos contratos de concessão rodoviária dos mesmos e que está se dando neste ano de 2013.
Assim sendo, não há como admitirmos uma imposição de valores de tarifas de pedágios na base de R$ 5,20 ou R$ 5,90 e mais, bidirecional, portanto, o superfaturamento permanece e os usuários estão pagando na realidade R$ 10,40 ou 11, 80. Ora, isto é inadmissível. Se o Governo do Estado, via EGR está querendo se capitalizar para fazer obras, que devolva imediatamente, e é o que há muito tempo estamos pedindo, os R$ 80 milhões do pedágio comunitário que foram parar no Caixa Único do Estado.
Na lei que criou a Empresa Gaúcha de Rodovias – EGR, consta que serão formados conselhos em cada rodovia que tiver praça de pedágio. Os referidos conselhos é que definirão as obras a serem realizadas e o respectivo valor da tarifa de pedágio a ser cobrada. Isto o Governador tem manifestado em várias ocasiões, todavia, as ações que estão sendo implementadas, infelizmente, demonstram o contrário, deixando a todos com uma triste decepção, pois os valores das tarifas são altos e as comunidades atingidas relegadas ao esquecimento.
A não prorrogação dos contratos de concessão dos Polos de Pedágios nos alegram e confirmam o cumprimento da palavra empenhada pelo Governador Tarso Genro. A solução proposta com a criação da Empresa Gaúcha de Rodovias – EGR, busca ser melhor do que tínhamos nos explorando, mas a ASSURCON está preocupada com os rumos que o Governo do Estado quer lhe dar, sendo um deles o de continuarmos a ser assaltados nas cancelas das praças de pedágios através de valores de tarifas que continuam superfaturados e esquecendo que o balizador das nossas incisivas ações sempre foi o Pedágio Comunitário, que esperamos não passe a ser tão somente uma bem sucedida solução histórica por parte da EGR e pelo atual Governo Estadual. A ASSURCON, os COREDEs, enfim, a sociedade precisa ser ouvida.
AGENOR BASSO – 99.74.40.08
Secretário da ASSURCON