Juremir Machado da Silva

Matemática e português do MEC

Matemática e português do MEC

Primeiro foi o português que se tornou flexível.
Agora, a matemática.
O MEC tem livros para todos os erros.
Pode-se dizer "os livro".
Na matemática do MEC 10 - 4 = 7.
Será que a Associação Brasileira de Matemática dirá que não existe certo e errado nisso também?
E que o certo é só uma questão de imposição dos valores da classe dominante?
A turma do MEC socorreu-se nos dois casos com a mesma enrolation: os erros já existem nos tempos do FHC.
É uma obsessão relativista.
O PT nunca erra.
Apenas repete os erros do FHC.
É assim, segundo alguns, na economia.
Até o chato do Evanildo Bechara justificou o relativismo dos linguistas.
É um pessoal com sérios problemas de raciocínio lógico.
Definem-se como neutros: apenas recolhem as diferentes formas do falar.
São folcloristas. Ou caçadores de borboletas.
Se duas formas são equivalentes, não se pode ensinar uma na escola com "certa".
Mesmo que ela seja o padrão das classes dominantes.
O certo seria, no caso, ensinar às classes dominantes que elas estão erradas.
E o que o padrão que julgam certo é apenas um entre outros.
Já falei muito disso.
Mas não me conformo com a repetição de uma ilogicidade pragmática.
Ensina-se algo como "certo" apenas para facilitar a ascensão social do jovem num mundo que pratica como "melhor" algo que é apenas equivalente a outros modos, mas gera preconceito por ser ensinado como "superior".
A matemática veio botar ordem na casa?
Alguns filósofos lembram que existem outros sistemas lógicos.
Existem lógicas paraconsistentes.
É um palavrão.
Será que nelas 10 - 4 dá 7?
E que chegar a 6 é só uma questão de prestígio?
Será preconceito com a matemática do pobre?
Os conservadores que não venham me tomar por aliado nessa polêmica.
Não estou nem aí para a defesa da pureza da língua, que é uma vagabunda.
Vai com qualquer. Entrega-se, muda, corrompe-se, uma Geni.
Quero que os linguistas sejam coerentes.
Se "os livros" e "os livro" são modos equivalentes, que os dois sejam ensinados na escola.
Se só um for ensinado, que não seja por representar a imposição da classe dominante, mas por ser mais eficaz.
Abaixo à hipocrisia. Que não se dê privilégio ao falar de uma classe social.
Às armas, linguistas e cidadãos!
A lógica "normal" obriga a concluir que se, pelo raciocíno do MEC, ensinar o padrão dominante, "os livros", gera preconceito com a "fala dos pobres", então a escola torna-se reprodutora de preconceitos.
É obrigação da escola republicana combatê-los enfrentando as imposições de classe social.
Círculo vicioso.
O mais prático mesmo seria revisar "os livro" do MEC antes do enviá-los para as escolas.
Salvo se a matemática também tiver aderido ao relativismo tropical.