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PREZADO JORNALISTA!
Parabéns por sua coluna deste 21 de janeiro. Gosto da forma independente
com que se manifesta. Acho que o jornalista é instado, pelas
circunstâncias de seu ofício, a ser um pouco iconoclasta. Penso
inclusive que já disse isso noutro e-mail. E lamento que nem todos os
profissionais assumam a sua vocação. Mas...
Sobre os "azulzinhos", desejo referir algumas coisas, compartilhando-as
com o senhor.
1. Já está mais do que constatado que o motorista portoalegrense -
provavelmente o mais mal educado do Brasil ou o mais prepotente -, tem
uma tremenda indisposição para observar as regras e, em razão disso,
toma por inimigo quem quer que esteja fiscalizando a observância da lei.
Crítica à sociedade!
2. Também se tem observado o "modus faciendi" [perdão pelo latinorum
dos nossos "fiscais de trânsito". Eu sei lá se isso é prevalente (o que
não acho) ou se é apenas exceção. Certo é que alguns insistem em
corresponder àquilo que está no imaginário coletivo de nosso "motorista
padrão", isto é, que são "agentes de uma indústria da multa".
Numa quarta-feira deste mês de janeiro, por volta das quatro da tarde,
eu estava de carona e a pessoa que dirigia estacionou na Riachuelo,
perto das livrarias. Prolongamos um pouco a conversa, é verdade. Mas era
um dia e uma hora de trânsito baixo no local. Ora, se o "azulzinho" do
setor entendeu que nossa conduta era imprópria, poderia, por primeiro,
advertir para nosso erro. Certo é que não causávamos nenhum transtorno,
isso era evidente. No entanto, o "agente público", em atitude que bem
podemos dizer "sub-reptícia", simplesmente aplicou uma multa.
Critique-se o comportamento abusivo de quem acha que sua caneta é
instrumento de poder!
Por fim, não posso furtar-me a este comentário: o senhor, melhor do que
eu, é capaz de abstrair o que significaria ter um agente desse tipo -
refiro-me ao que é abusivo - num regime dito "de exceção". O que não
fariam, se estivéssemos numa ditadura. O que não faziam, os agentes da
repressão nos nefastos "anos de chumbo". É bom que se diga isso, já que
diuturnamente tem gente mandando e-mail para a Rádio Guaíba,
manifestando "saudade daqueles tempos".
Ainda bem que o senhor tem coragem, bom humor e muita inteligência para
impedir que apenas a estultice ocupe o microfone da Guaíba.
Reitero os meus parabéns. Sou-lhe grato por defender a democracia.
Cordial abraço,
Renato
Caro Juremir Machado da Silva.
Antes de mais nada queria dizer sou um leitor assíduo de suas colunas no Correio do Povo e tenho um respeito muito grande por sua pessoa.
Mas queria lhe pedir um baita de um favor... Estou em uma dúvida terrível... Após frequentar uma aula de Filosofia, foi passado o documentário sobre vegetarianismo e veganismo "A Carne é Fraca", o que me deixou muito chocado... Confesso que não deixei de comer churrasco, mas estou sofrendo muito e tenho um complexo de culpa muito grande... Vc é vegetariano? Queria que vc escrevesse uma coluna dizendo o que acha do vegetarismo, pois o fato de não conseguir achar nenhum argumento lógico para combatê-lo me dá a idéia que só pode ser verdade... São confirmadas as denúncias de manipulação de imagens no documentário? Porque só atualmente estamos nos dando conta disso?
P.S: Estou quase implorando que vc fale uma coluna sobre isso.
Muito obrigado