Mensagens de leitores (3)
Caro jornalista JUREMIR,
Como assinante do CP sou assíduo leitor da sua coluna, pois acho muito interessante o seu trabalho. Entretanto, acho que o prezado jornalista foi infeliz em sua coluna publicada na edição desta terça-feira (19 Jan 10) entitulada "O Haiti (não) é aqui" onde o senhor diz: "O terremoto no Haiti nos fez descobrir muitas coisas: uma boa utilidade para o Exército Brasileiro... Acredito que o senhor, como muitos que existem em nosso país, acham que as FFAA não tem utilidade nenhuma, sendo assim um peso para sociedade. Gostaria de lembrá-lo que o Haiti foi totalmente arrasado economicamente após a extinção das sua FFAA pelo então presidente Aristide fazendo com que o país passasse ao controle das gangues (uma verdadeira Guerra Civil).
Sugiro ao nobre jornalista que acesse o site do EB e veja um pouco do trabalho que a Engenharia do nosso exército já fez em nosso país. Não precisa ir muito longe, entre na página do 10° Batalhão de Engenharia de Cosntrução (situado em Lages-SC) e verifique o que já foi feito e o que ainda está sendo feito pela nossa engenharia de construção. Aproveito para enviar-lhe, para sua reflexão, o arquivo anexo.
Um forte abraço de um admirador do seu trabalho.
JOÃO BATISTA DA CUNHA FIALHO
Oi juremir
meu nome é maria de fátima, concordo com teu artigo de hoje no correio, meus parabéns pela forma honesta e humana como escreves.
Maria de Fátima
Bom dia, Juremir:
Gostaria de parabenizá-lo pelo seu texto, de hoje, "O Haiti (não) é aqui". Apesar do embate entre os dois grupos "contra" e a "favor", tudo serve de material para nossa reflexão e, principalmente, para nossa ação frente a realidade que nos cerca. Parabéns!
Envio-lhe dois textos que publiquei no blog http://arslitterayelizus.blogspot.com como participação neste tema. Que eles lhe sejam de boa leitura. Obrigada.
Suziley Silva.
Caro Juremir
Não sou teu fã de carteirinha, acho você muito
polemico! Mas hoje você arrazou! Faço das tuas
palavras as minhas.
Parabéns!
Um abraço
Olegário Vargas
(Porto Alegre-RS)
Bom Dia!
Li sua coluna hoje no correio do povo.
Achei muito interessante, estou escrevendo este e-mail
por que gostei mesmo do que escreveu..
Parabéns ganhou mais uma admiradora de seu trabalho!
Aline Rodrigues
Eu escrevi um texto sobre suas crônicas, com atenção para “o mal sempre dito”.
Tentei colocar no comentário do texto, mas não consegui enviar.
Ela vai abaixo e também postei em http://brasiliandando.blogspot.com/, meu blog.
Seria um prazer saber que você leu.
Juremir Machado da Silva, um cronista de grossa estampa, do Correio do Povo, é um dos meus escritores preferidos na atualidade. Suas crônicas geralmente anunciam uma mente sagaz, que corta como uma navalha enferrujada.
E em uma de suas ultimas crônicas ele conseguiu se superar. Atacou a tudo e a todos, e em seus aforismos (que me lembram de Zaratustra), fez afirmações twitterianas e contundentes.
Cada uma poderia se desdobrar em um ensaio ou mesmo livro, tanto por aqueles que concordariam com seus argumentos, quanto, principalmente, por aqueles que, no mínimo, discordam.
Não vou me alongar, pois pretendo retomar alguns dos aforismos mais tarde. Contudo, aquele em que afirma a diferença entre o machista e avara, merece ser apresentado:
“Machista e avara: a diferença entre um homem e uma mulher é cada vez mais simples: a mulher quer olhar mesmo quando não pode comprar; o homem não quer ver mesmo quando pode adquirir.”
Por mais que a “chamada” seja o “Machista” e a “Avara” (e se utilize o artigo indefinido [embora o uso que Machado faca do Avara talvez coloque por terra todas as colocações que faço abaixo) a carga de generalização e de “universalização”, quanto aos papeis de gênero, expressam a certeza que aqueles conservadores e reacionários, que Machado tanto critica, apregoam aos 2 (dois) ventos.
São daquelas pequenas certezas universais que naturalizam as diferenças e criam binarismos e dualismos entre homem e mulher, machistas e feministas, avaros e esbanjadores.
Em tempos de incertezas, (pos-modernos, pos-coloniais, pos-feministas, pos-estruturalistas) tudo aquilo de que precisamos são absolutos e universais.
Mesmo com essas e outras, Machado é um daqueles que merecem ser lidos e discutidos. E escrever essas notas, que distoam um pouco da tonica cotidianesca de meu blog, me enchem de prazer. Espero poder contar com criticas que se querem construtivas, como esta que aqui faço. E, se após lerem o próprio Machado, que espero um dia poder chamar de Juremir, discordarem de minhas leituras e postarem seus comentários neste blog, meu trabalho terá valido a pena.
Vander Resende
Caríssimo, mas ainda acessável, Juremir
Tenho-te lido, ultimamente mais porque ando naqueles dias em que a chefia paga com terço de acréscimo para saber se já somos dispensáveisno posto.
Posto isso veio a calhar as dores da tua coluna-crônica no meu dia; não sei o que fazer fazer com ele, não tenho róbis e tentando me analisar descobri que minha vida é algo que não me diz respeito por absoluta falta de interesse; eu deveria estar me ocupando com a crise dos quarenta, mas a medicina diz que estes são só os primeiros quarentinhas de uma série de tres, então adiei.
Pois que dentro desse emaranhado de coisas nenhuma, minha perspicácia - máxima apesar de bisexta - notou que usaste numa semana duas vezes a expressão ’dessa para a melhor, ou pior’. Transcendente, cristão e clichê. Será o Juremir crente em céu e inferno? Estará se debatendo na incongruência geo-mística Paris-Porto Príncipe? Estará percorrendo os escaninhos da culpa-versos-recompensa para escrever depois um best-seller tipo O Código da Silva?
Para ajudar (que ajudar nos leva aos bons paraísos) revelo-te minha teoria nesse tema: só existe céu, não existe outra coisa além de céu, não é possível que haja outra coisa, e a lógica me testemunha: há o céu das putas, o céu dos bêbados, o céu dos ladrões e dos neuróticos, um céu para os que não acreditam em céu (os moradores dos arrabaldes de Paris vão todos para esse), o céu dos guerrilheiros e dos drogadictos (excepcionalmente ubicado hoje em Amsterdã), o céu dos feios, dos bonitos e o dos produtores de moda...
Claro que ainda tenho imprescisões na teoria: não sei se no céu das putas existem infinitos e belos varões sempre dispostos ou se ao contrário jamais se vê um homem ali. No céu dos bêbados tenho certeza que não há ressaca mas não sei como resolver o caso das brigas que certamente acontecem entre os de má bebida e inviabiliza a tabuleta de ’céu’ na porta... O céu dos glutões tem árvores carregadas de choriços mas isso o torna ao mesmo tempo o inferno dos porquinhos...
Enfim, deve haver também o céu dos jornalistas e repórteres, a etérea sublimação da fofoca, onde tem livre acesso as lavadeiras bem-intencionadas e os massageadores de parapeito, com assistência permanente de otorrinos e antiofídicos...
Espero que tenha te alumbrado com essa nova possibilidade teológica, de um deus que reconhece seus erros e por isso é o superhomem que é.
Penso até formar minha igreja, para putas, náufragos e degenerados... Outras fundou-se com bem menos cosmogonia.
Só escrevi porque quero ir pro céu dos escritores, a náusea toma conta de mim e tua religiosidade me incomoda.
Que deus e o diabo na terra do sol te abençoem
Elton
(Bispo Primaz da Excelsa Seita do Grande Rabanete Sagrado)