Nós, os ignorantes: a polêmica continua. É pau e pau!
É isso aí Juremir, matou a pau, querem acabar com o que resta do Brasil, querem agora levar a nossa agua......
Ricardo Santana
Falhastes na gramática, meu caro.
Onde escrevestes "Ecochatos e agrochatos", deverias ter escrito "Ecochatos,
agrochatos e agrotóxicos".
Se bem que comparar esta gentinha com "tóxico" chega a ser injusto - para
com os tóxicos, pois até onde sei, estes pelo menos dão um prazer fugaz e
momentâneo, e apenas depois te arrebentam; já aquela dá prejuízo agora e,
depois, mais ainda.
Atente também que os efeitos daninhos de alguns tóxicos são reversíveis, já
os estrago da "agropeste", não o são.
Abraço grande, meu caro!
Continue "ignorante".
Naor
Boa tarde Juremir
Quero te dizer que sou leitor assíduo de tua coluna, pela tua coragem de dizer as coisas mesmo que contrariando muita gente poderosa, sobre diversos assuntos do nosso cotidiano.
Mas mais estou te escrevendo para te parabenizar pela coluna do dia 09 de junho de 2010 " A Lei da Selva", onde falas sobre a proposta de alterãção do Código Florestal Brasileiro.
Trabalho no Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Sério, município com 2.399 habitantes onde a média das propriedades não passa dos 15,0 hectares por família e que de 60 a 70% da área do município é coberta por reflorestamento e mata nativa.
Considero justo que a agricultura familiar nestes casos tem uma diferenciação no caso de fazer a reserva legal e a proteção das áreas de preservação permanente, caso contrário estas famílias não tem como sobreviver, mesmo assim aindo vejo que muitas destas famílias realmente não se preocupam com Meio Ambiente.
Mas falando sobre a tua coluna quero te dizer que se passar esta proposta da mudança do Código Florestal Brasileiro, principalmente a isenção de multas dos desmatamentos dos grandes proprietários até junho de 2008, seguramente estamos assinando a destruição do pouco que ainda resta das nossas matas nativas, principalmente da Amazônia.
Disseste bem, os grandes proprietários, agem ilegalmente, desmatando, destruindo e depois com o apoio da Bancada Ruralista pressionam para aprovar no Congresso medidas para livrá-los das penalizações.
Assim também é refente a custeios e investimentos nas lavouras, pegam enorme quantidade de dinheiro junto aos bancos, depois não pagam, vão ao governo pedir ajuda para parcelar os débitos e ter descontos generosos.
Na última quinta-feira, na Câmara de Vereadores de Sério, teve uma palestra com uma pessoa da FEPAM que disse o seguinte: No município de Sério, quando um agricultor corta um galho de uma árvore nativa ele é multado, paga a multa e fica quieto, os grandes proprietários foram multados em mais de 200 milhões nos últimos anos e não foi pago nenhum centavo, sabendo que um dia ou outro vão conseguir se livrar destas multas.
E para finalizar quero dizer que tenho certeza que se o próximo Governo não fizer nada a este respeito em alguns anos não restará mais nada das florestas brasileiras, cada mais tendo desastres naturais como estamos tendo em grande escala nos últimos anos.
Um grande abraço.
ERNI FEIX - SÉRIO - RS.
Oi Juremir:
Na discussão sobre a composição do novo Codigo Florestal está sendo
esquecido de um importante argumento, quando se aceita a tese da contradição de
interesses entre os ambientalistas e os produtores. Se olharmos a problemática
como um todo e na perspectiva da história de orgniazaão de nossas sociedades,
não deveria haver esta contradição. Por que?
Vamos olhar primeiro para a história da agricultura do Rio0 Grande do Sul.
Parte significativa desta história foi construída, basicamente, por imigrantes
de origem alemã e italiana. Receberam pequenos lotes de terras, em parte
impróprias para culturas temporárias. As queimadas para destruir as florestas
e formar as suas roças, alia-se a precariedade de terrenos acidentados,
ingremes e cheio de pedras. O resultado foi que os descendentes das primeira
geração de colonos de origem europeia tiveram que migrar para outros lugares,
como Santa Catarina e Paraná. E lá continuaram o uso predatório dos recursos
naturais, com a vantagem de ocuparem lotes de terras bem maiores dos que foram
conquistados pelos seus pais e avôs. Hoje em dia este processo migratorio em
busca de novas terras no Brasil e nos paises vizinhos está esgotado, por dois
motivos: distância cada vez maior dos centros de consumo e consciência
ecológica. Esta consciência envolve problemáticas que se estende por toda a
sociedade nacional e internacional.
A outra agricultura do nosso Estado, formada pelos pecuaristas, têm uma
história e uma dinâmica completamente diferentes. Eles ocupam uma área que
denominamos de pampa gaucho, que se esntede pelos países vizinhos, o pampa
argentino, uruguaio e paraguaio. São terras próprias para culturas permanentes
de pastagens, já que contam com fina camada terra fértil, formando os campos e
banhados que devem ser preservados. Durante a vigência do regime militar foi
vendida a idéia de estender a produção de soja para estas terras. Os que
compraram esta idéia criaram os desertos de campanha de hoje.
Estes são algumas das observações, existem outras, que deveriam ser
levantadas na discussão sobre o conteduo do novo Codigo Florestal .
Saudações.
Dejalme Andreoli
economista e
professor universitário
www.oniros.com.br/economiaecultura