Juremir Machado da Silva

Nós, os ignorantes: a polêmica continua. É pau e pau (2)!

Nós, os ignorantes: a polêmica continua. É pau e pau (2)!

Bom dia. A sua coluna de hoje, 13, no Correio do Povo é novamente merecedora de aplausos. Realmente, a pedância dos representantes do agronegócio em rotular a quem não comunga de suas idéias e interesses (no caso específico, o de enterrar o Código Florestal Brasileiro) de ignorantes e outras expressões do gênero, beira ao histerismo. Pedantes, radicais e egoístas são adjetivos que cabem muito bem àqueles interesseiros, abutres da riqueza ambiental de nosso país (solos, água, florestas protetoras dos solos e mantenedora da recarga hídrica dos solos, além habitat de fauna, manancial de biodiversidade). É esta riqueza que lhes proporciona a produção agropecuária, a mesma que querem (burramente) varrer da face de nosso país (claro, contando ainda com os abundantes recursos financeiros que a sociedade lhes disponibiliza, e que são avidamente apropriados por eles, bons samaritanos, que "matam a nossa fome"!!!). "Bem de todos, indispensável à sadia qualidade de vida" é a forma como o Art. 225 da Constituição Federal define meio ambiente, remetendo ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações (não barganhá-lo em prol de um setor da economia que quer efetivamente tratar o meio ambiente - no caso, um de seus componentes, as florestas - como mero negócio). Tomo a liberdade de encaminhar, anexo, um texto de grande valor, que demonstra que o Código Florestal Brasileiro, na forma como está formatado (portanto, antes da tesoura gulosa dos ruralistas) tem, sim, base científica, suas disposições têm fundamento na Ciência. O texto, um pouco longo, mas útil na atual conjuntura, é da autoria do Prof. Jean Paul Walter Metzger, docente da Universidade de São Paulo, membro da "International Association For Landscape Ecology", presidente da seção brasileira daquela associação, editor de quatro revistas (Biological Conservation, Landscape Ecology, Biota Neotropica e Natureza e Conservação), e assessor de diversas revistas e fundações de apoio à pesquisa. O Prof. Jean Paul Walter Metzger tem experiência na área de Ecologia de Paisagens e Conservação, com ênfase no estudo de paisagens fragmentadas da Mata Atlântica, e atua com temas relacionados à conectividade biológica. Possui graduação em Ciências Biológicas pela Universidade de São Paulo (1988), mestrado em Ecologia pela Universidade Paul Sabatier de Toulouse (França, 1992) e doutorado em Ecologia de Paisagens pela mesma Universidade (1995). Deve ser ele, certamente, mais um dos ignorantes que integra a lista dos ruralistas...
Um abraço.
Tarso Isaia (Engenheiro Florestal/Santa Maria).

Prezado Juremir Machado:
Boa noite. Para descontrair um pouco gostaria de dizer que nunca gostei de ouví-lo..rsrsrs, nos programas esportivos...pois és colorado doente...rsrsrs

Agora falando muito sério. PARABÉNS pela coluna de hoje no Correio do Povo, dia 13/07.
Se tu és um ignorante(acho que ficaria mais bonito um "inguinorante"), eu também sou outro!

A questão não é mais analisarmos a necessidade de Produção e mais Produção, mas questionarmos o que passa na cabeça de quem apenas pretende ganhar dinheiro.
Sim, ninguém me engana que este pessoal que se diz "Ruralista" tenha alguma consciência Ecológica, Ambiental, preocupação com o futuro do planeta.
É o imediatismo! É a ganância BURRA que o tal Mercado Financeiro formou durante este último Séc ulo, onde a exigência de FATURAR fez com que o Homem destruísse o planeta.

Estamos nos matando. Como diz a minha esposa sempre:

- O Homem está acabando com a Terra pensando que depois pode pegar uma nave e ir para outro planeta.

Juremir, você e eu, e tantos outros podemos ser ignorantes, mas não BURROS!

Esta é a diferença para quem quer salvar o Planeta Terra, e quem tapa os olhos, ouvidos, e se cala perante toda destruição que está acontecendo.
O ignorante ainda pode não ter a mínima cultura, Educação, ser um alienado, mas o BURRO só não quer admitir porque é TAPADO mesmo, ou tem alguma outra intenção escondida.

Prefiro ser um ignorante por não ter estudado direito sobre as Leis de Produção (mesmo que destrua a Natureza), do que um BURRO que não quer admitir depois de ver e ouvir em todos os tipos de meios de comunicação que a Terra está sendo exterminada.

Um grande abraço. E aí, acreditas no BI da América pelo teu Inter? Como gremista diria para você que o Celso Roth é treinador de tiro curto, logo não duvido que ele conquiste este título. Depois...mande-o embora!

*** Li a tua coluna no blog do vereador beto Moesch.
Paulo Alexandre


Caro Prof. (General!!) Juremir Machado,
Vejo que os ruralistas o atacaram com toda voracidade e potência de fogo. A aviação deles é brava, cuidado! os blindados, então! Li os seu artigos de hoje no CP e percebo que estás ansioso para o contra-ataque, mas cuida para não empregar as forças em reserva prematuramente; poderá ser um desastre... Calma, Comandante! Cuda o coração!!!
Cuidado para não enfartar... Uma sugestão: que tal abordar nas próximas colunas assunto mais amenos, tipo: Carla Bruni (sua vegetação & topografia + seus hábitos), o verdadeiro perfume e hábitos sexuais das francesas, os vinhos da terra de De Gaulle, a Copa de 2014, etc, etc. Mas, por favor, não fala mais do tal de Mafesoli, ok??
Pra quê se preocupar com o Código Florestal se, tanto o novo quanto o velho, jamais serão cumpridos.... A nossa Carta Cidadã, por acaso, alguém cumpre? Os outro Códigos??? Leis de trânsito???
Já és o nosso herói..... Estvéssemos nos tempos de outrora, serias declarado "Barão de Porongos".
Um abraço!
Leonardo



Lamento Juremir. Cometeste mais um dos teus poucos erros.. Chamaste a Direita de ideologia. Pelo que entendo, ideologia é pretender um estado de coisas que ainda não é possivel ser sem algum "prejuizo"de alguns. A Direita está longe de ser uma ideologia, mas - entre nós - o que se pode entender é como sendo uma paranóia dos donos do dinheiro que temem perder algum dos seus excessos.
Abraço JFDegrazia



Olá Juremir,
Primeiro parabéns pela luta na defesa do meio ambiente, quando vejo a luta dos chamados "ruralistas" na defesa da reforma do código florestal, para que sejam anistiados em suas penalidades ou para que possam usar quase que a totalidade de suas propriedades na tão alardeada "produção de alimentos" não posso deixar de sentir pena dos mesmos. O único sentimento que me vem é esse, pois pessoas que na sua maioria produzem apenas devido a financiamentos governamentais, a taxas de Pai pra filho, e que muitas vezes tem o seu fim usual desviado, passando a usar o sistema de crédito rural para outras finalidades, pessoas essas que desconhecem as causas que as agressões ao meio ambiente causam a suas próprias propriedades e produções logo ali na frente por meio de tempestades, secas, inundações, quebras de produção, tudo isso ignorado, como se o que bastasse fosse o meu interesse pessoal em detrimento ao da população. Eu gostaria de comprar carro, moto, eletrodomésticos e outras coisas mais com as mesmas "bondades" que são dadas a esses "assassirurais".

Grande abraço e sorte na vida!!!

Cristian Sangalli - Soledade-RS