Na língua do povo
POR QUE DAR PAU NA CIÊNCIA QUE LIDA COM A ETERNA INDETERMINAÇÃO?
ESSE NEGÓCIO DE ELETRECIDADE, FUSÃO DO ÁTOMO E BINOMIO DE NEWTON, SEMPRE FORAM BASEADOS EM AXIOMAS. ARBITRÁRIOS POR SUPOSTO.
O QUE NÃO PODE SER ARBITRÁRIO NEM AUTORITÁRIO É O MISTÉRIO DE NASCIMENTO EM PALOMAS. DOM PEDRITO, CERRO CHATO, OU RUE DECAUMARTIN.
ABRAÇOS
Valério Garcia
Prezado Juremir,
Concordo em parte com teu texto sobre a linguistica.
Em parte porque num campo onde não existem leis fixas (ou físicas) não há como julgar o que é certo ou o que é errado sem cair na discussão que colocaste em tua coluna.
Entretanto, coloco um contra-ponto. Assim como na engenharia, no campo jurídico e em outras áreas de estudo, deve-se adotar uma padronização para que as pessoas de diferentes locais possam se entender.
Lembro bem do caso da minha mãe que aprendeu alemão na colonia convivendo com sua mãe, avó e tias. Um dia, quando foi para a Alemanha com meu pai, que só falava inglês além do português, se dispôs a ser intérprete dele. Depois de 5 min de conversa com algumas pessoas, estas se direcionaram para meu pai pedindo se ele podia traduzir aquela lingua para o inglês, pois não entendiam o que ela falava. Ela havia aprendido dialeto e não alemão.
E se formos expandir esta teoria para as outras áreas, deveríamos começar a perguntar se não é preconceito quando uma empresa de engenharia não aceita um projeto pois ele não contém a simbologia oficial. Ou talvez devessemos satanizar aqueles que nos obrigam a ler e escrever partituras com aquelas bolinhas malucas.
Atenciosamente,
Gustavo Ilha
Caro Juremir:
Acabo de ler tua coluna no CP de hoje.
Creio que chegaste ao ponto. Gostei muito daquela referência aos antropólogos, de que só devem observar e não julgar. Por essas e outras atitudes o nazismo floresceu na Alemanha dos anos 30.
Concordo contigo no ponto em que devemos ter um mínimo de regras, mas elas, realmente, devem ser coerentes. O arbítrio, nesse caso, só vale pra (esse pra é proposital!) doutor e pseudointelectual fazerem guerra de beleza e encher o saco do pobre mortal.
Mas te apresento uma opinião: essa atitude do MEC também pode ter outro lado. A de manter a "ignorância" das ditas "classes oprimidas", para que esses doutores e pseudointelectuais pontifiquem na língua e mantenham seu ganha pão e para justificar a sua existência e posição na "hierarquia social". O que achas? Posso ter razão? Ah, sim! Leva em conta que votei na Dilma e no Lula.
Abraço do teu ex-colega de FAMECOS.
César A. Hülsendeger