O que está acontecendo com as pesquisas? De repente, na reta final da corrida eleitoral, começaram, abruptamente, a dar novos resultados. Num passe de mágica, no Rio Grande do Sul, Tarso Genro empatou com Ana Amélia. No Brasil, Dilma já está fazendo Marina Silva comer pó e muita gente já desconfia que não haverá segundo turno. Triste Brasil do Boca do Inferno, tantas pesquisas, tantos pesquisadores. Acreditar em institutos de pesquisa é quase tão ingênuo quanto acreditar em diretor da Petrobrás arrependido dos seus malfeitos. A vida é dura. Aqui se faz e, nos últimos tempos, aqui se paga. Ou delata.
O Ibope já "errou" tanto que até previsão do tempo acerta mais. Será que, na reta final, já estão fazendo conta de chegada para manter alguma credibilidade e evitar a desmoralização total? O Datafolha tem reputação melhor. Veremos que está certo.
Nos últimos debates, o pau vem comendo. Todo mundo bate. Marina bate, chora e reclama das pancadas que leva.
Aécio é o que mais bate, mas não sai do terceiro lugar.
Dilma bate, apanha e dispara.
No Rio Grande do Sul, onde tudo, pelas pesquisas, estava decidido, o jogo está mais aberto do que nunca.
Opõem-se duas concepções e meia: o desenvolvimento sustentado por empréstimos de Tarso Genro contra a austeridade com cortes de gastos de Ana Amélia. No meio dos dois, a velha meia estratégia do PMDB: o meio-termo estilo Rigotto com um pouco mais de vigor, o "gringo" de fala mansa e olhar firme que não promete se endividar mais nem cortar gastos.
Promete o quê?
Não ser Tarso nem Ana Amélia.
O que mais vão dizer as pesquisas nesta semana?
Tentarão botar Aécio no segundo turno?
Ou já desistiram dele?
Quem viver, verá!