Morreu Joãosinho Trinta.
Morreu Sérgio Britto.
Mais longe, morreu Cesária Évora.
É um pouco do teatro, da música e da ópera popular que se vai.
Mundo globalizado.
E o que fica?
Não é só pobre que não gosta de pobreza, os ricos também não.
Inteletuais não há mais.
O que fica?
Depois do petralhas, a tucanalha, segundo livro de Amaury Ribeiro Jr.
É como uma escola de samba: tudo se mistura, tudo se confunde, empresas nas Ilhas Virgens Britânicas, a Verônica do Serra, a Verônica do Daniel Dantas, as contas de campanha, as contas bancárias de uns e outros e mais um tesoureiro de campanha, desta vez o tesoureiro de José Serra.
Uns se vão, outros ficam.
E o que fica mesmo?
O livro do ano: "A privataria tucana", a narrativa de uma rede de relações incestuosas, um toma-lá-dá-cá inimaginácel, dinheiro que vai para o exterior pelas mãos de doleiros, dinheiro que volta do exterior como investimentos em empresas nacionais, sendo que o investidor estrangeiro e o empresário nacional são a mesma pessoa, uma modalidade de lavagem de dinheiro simples, eficaz e quase tão banal quanto lavar roupa no tanque.
Trinta se foi. Era o homem da fantasia.
Ficou a realidade sem fantasia da corrupção sem porteira.
E um livro com uma pilha de documentos de fazer corar uma virgem britânica.
Claro, como sempre, todos negam.
Um livro sobre as manipulações da mídia carioca e paulista em favor dos tucanos.
Uma obra para não figurar na capa da Veja e para ser desmentida pela Folha de S. Paulo.
Um manual sobre sacanagens, espionagens, armações e fortunas rápidas.
Ou como o propinoduto das privatizações irrigou empresas de gaveta, de fachada e ganhos sem trabalho.
É o presente de Natal.
Muito melhor do que o novo iphone.
Nem Papai-Noel acredita.