Em 5 de julho de 1922, militares deram um exemplo histórico de devoção ao Brasil.
Rebelaram-se contra o arbítrio.
Inauguram o "tenentismo", que, ao longo dos anos 1920, lutaria para tirar o Brasil do atraso.
Naquele primeiro 5 de julho, militares morreram nas areias de Copacabana.
Sobraram dois: Siqueira Campos e Eduardo Gomes.
Siqueira Campos morreria em águas uruguaias trabalhando pela revolução de 1930.
Eduardo Gomes se tornaria ídolo de Carlos Lacerda.
O episódio dos 18 de Forte mostra que o Exército brasileiro tem momentos gloriosos.
E homens extraordinários.
Alguns deles brilhariam na Coluna Prestes.
O ideário deles foi incorporado por Getúlio Vargas para revolucionar o Brasil a partir de 1930.
Modestamente eu tiro meu chapéu para os abnegados de 1922.
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Escrevi em meu livro "Getúlio":
"Havia, claro, um exército de homens que, desde o 5 de julho de 1922, com o levante do Forte de Copacabana, compunha com eles a legião dos rebeldes que se tornariam os novos donos do poder. Até certo ponto. Muitos ficaram, ou foram deixados, pelo caminho. Getúlio recordou–se de Siqueira Campos, um dos 18 do Forte, sobrevivente, junto com Eduardo Gomes, do levante de Copacabana, morto afogado, nas águas próximas de Montevidéu, quando voltava de uma reunião de conspiração, em Buenos Aires, no longínquo e sempre tão próximo maio de 1930. Mais sorte, Getúlio quase sorriu de novo, tivera outro tenente de muitas lutas, João Alberto, que se salvou do mesmo acidente nadando. Depois, quando Getúlio o nomeou interventor em São Paulo, contrariando o desejo local de um governante paulista e civil, João Alberto quase afogou o processo revolucionário".