Juremir Machado da Silva

O dia em que Renato e Falcão deram uma de Celso Roth

O dia em que Renato e Falcão deram uma de Celso Roth

Treinador é tudo igual.
Alguns, contudo, são aparentemente menos iguais do que os outros.
Falcão e Renato são, em princípio, iguais entre eles: dois ídolos.
O maior ídolo "moderno" de cada um dos grandes do Rio Grande do Sul.
Daí a contratação de Falcão pelo Inter. Se o Grêmio tinha Renato, o Inter não podia ficar atrás.
Falcão está indo bem. A cada jogo, porém, um pouco menos bem.
Ontem, Renato começou no melhor estilo Celso Roth, retrancado.
Chamou a derrota. O Inter fez 1 a 0.
Renato precisou abrir-se por causa do resultado e da lesão de um dos seus meias.
O Inter podia ter feito 2 a 0. Mas foi displicente.
Quando perdeu Guiñazu, Falcão mostrou o seu lado radicalmente Celso Roth.
Tirou um meia e um atacante.
Meteu mais um zagueiro e um volante. Wilson Mathias ressurgiu das cinzas.
Celso Roth deve ter urrado de alegria em casa.
O Inter chamou, como diz Hiltor Mombach, o empate.
Ele veio. Quem recua, leva. É questão de tempo. É uma lei do futebol.
Nem ganhando R$ 500 mil por mês eles aprendem isso que qualquer criança sabe.
Renato começou como Celso Roth.
Falcão terminou como Celso Roth.
Um deles teria de acabar como Bin Laden: retrancado e morto.
Renato teve a dignidade final, contudo, de morrer atirando.
O destaque do Gre-Nal foi Celso Roth. Onipresente.