Vou mexer numa abelheira.
O caso do pitbull executado por um guarda na Faculdade de Veterinária da Ufrgs.
Sou contra maltratar animais.
Obviamente.
Mas também sou contra animal maltratar gente.
Não tenho como duvidar do relato da estudante que afirma ter sido a cadela pittbull executada friamente por ter latido.
O que me chama a atenção é outra coisa, sintomática.
O rebuliço nas redes sociais.
Volta e meia um pitbull executa uma criança e não vejo manifestações contundentes nas redes sociais.
Nem a organização de marchas como está previsto.
Afinal, os cachorros não são racionais e não podem ser responsabilizados.
Também não há marchas nem críticas contundentes, dos defensores dos animais, aos donos de pitbull que matam crianças.
É sempre o mesmo discurso: são animais que, adestrados corretamente, podem ser muito dóceis.
Que sejam dóceis bem longe de mim e das crianças desavisadas.
Não consigo entender a razão de alguém criar um pitbull em casa ou, especialmente, num apartamento.
Nem, claro, a razão de alguém matar friamente um pitbull.
Mas acho que há mais alarido pela execução de um pitbull por um homem do que pela morte de uma criança por um pitbull.
Sinal dos tempos.
Não duvido que o guarda que matou o pitbull venha a pegar 30 anos de cadeia.
Sem progressão de pena.
Que pena pegam os donos de pitbull que matam crianças?
Defender crianças contra pitbulls desagrada muita gente.
Será que o vigilante tinha alguma conta a acertar com pitbull?
Ou sentia medo só de ver o bicho como acontece com muita gente?
Bem, pode ser também um homem insensível aos animais.
Como se dizia antes, com incorreção política, um animal, um pitbull.
A justiça dirá.
As imagens esclarecerão.
A próxima vez, porém, que um pittbul matar uma criança, quero o mesmo barulho.
E rigor total com o dono do bicho.
Direitos iguais.