Há épocas que parecem um pesadelos para governantes.
O prefeito José Fortunati é um homem sério e conciliador.
Quer o melhor para Porto Alegre.
Está, porém, numa espécie de inferno astral.
Desde que assumiu como prefeito eleito para o cargo, com uma votação consagradora, o trem parece não querer andar corretamente nos trilhos.
Já são quatro pepinos neste primeiro semestre de 2012: a questão do aumento das passagens de ônibus, abacaxi que ainda foi totalmente descascado e que poderá ver os estudantes tomando novamente as ruas se a justiça determinar a a volta da tarifa a R$ 3.05; a polêmica do corte das árvores para aumentar uma via de interesse da Fifa; o escândalo da licenças ambientais, descoberto pela Operação Concutare, com a prisão de um secretário de governo, o mesmo tendo ocorrido com um secretário do governo do Estado do Rio Grande do Sul; e agora o rolo da Procempa, com direito a compra de máquina de contar cédulas, falta de licitações e pagamentos indevidos.
Fortunati não tem vacilado. Vem afastando os auxiliares comprometidos.
É tempo de limpeza.
Mas deve estar se perguntando: até quando irá o seu inferno astral?